Parceria entre cientistas e jornalistas em prol da cultura científica ainda está distante
Ainda que jornalistas sejam na origem generalistas por definição, hoje estão se acumulando as evidências de que os profissionais do jornalismo científico em toda parte – e não apenas nos países de tradição anglo-saxônica – investem mais e mais na estratégia do aperfeiçoamento contínuo para exercer seu ofício com o necessário rigor, espírito crítico e, claro, um grau de conhecimento indispensável do campo que é objeto de suas narrativas. Nessa busca valem tanto os caminhos tradicionais da pós-graduação que permitem refletir e investigar com apoio teórico e mais profundamente sua própria prática quanto as oficinas e workshops de caráter mais pragmático que se propõem, por exemplo, a ampliar em curto prazo a competência dos jornalistas no manejo das bases de dados de produção científica, na separação do joio e do trigo – diga-se, ciência e pseudociência – dentro da vastidão da web e nas vias de articulação possíveis e eficazes entre redes sociais e jornalismo, entre outros temas. E é possível que essa tendência se expanda, com novos apoios institucionais, a julgar por uma das principais recomendações do seminário “A cultura e a ciência narradas pelos jornalistas: desafios e oportunidades”, realizado de 20 a 22 de abril passado, em Madri: dar alta prioridade à formação e ao aperfeiçoamento contínuo dos jornalistas voltados para a ciência e a cultura, ampliando-se os mecanismos de bolsas e outras formas de financiamento para tanto nos países ibero-americanos.
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