Archive for Janeiro, 2009

Stepping on the gas

obamadrive1Barack Obama revs up on the environment by letting states set car-emissions standards

CALIFORNIA is known for doing things its own way. This is certainly true of environmental policy. In 2005, Arnold Schwarzenegger, California’s governor, asked for yet another waiver from federal rules, so that California could impose higher standards on carbon-dioxide emission by cars. Two years later, the federal government said no. Environmentalists loudly complained at the Bush administration’s lack of respect for the environment. On Monday January 26th Barack Obama announced that he would reverse the decision as one of his first acts in office. The waiver has not been granted officially but almost certainly will be, after a review.

This could lead to rising standards across the country. California has routinely set stricter rules than those of the federal government since the 1960s. The Clean Air Act gives the state the right to apply to the Environmental Protection Agency to set its own regulations on car emissions provided that they are as stringent as national standards. Other states can elect to follow California’s example or stick with federal limits. So far 13 other states and the District of Columbia have joined California in asking for similar waivers.

America’s embattled carmakers, considering the future after receiving huge wads of government bail-out cash, are far from happy. They opposed the waiver, saying that it would be impossibly expensive to make two sets of cars, one for California and one for everywhere else. Though, in practice, California would set the standard for vehicles produced for the rest of the country.

The federal government had the power to deny California’s request because it is authorised by the constitution to regulate interstate commerce. Multiple standards would clearly have an impact. But the new president has decided to let California and the other states drag the carmakers towards a greener future, also a condition of getting bail-out funds. Mr Obama acknowledged that Detroit’s big carmakers would see the new standard as a huge burden on an already ailing industry. But he has said repeatedly that getting greener will have to be part of the firms’ future if they are to have one.

Distancing himself from George Bush, Mr Obama introduced the decision saying that “Rhetoric has not led to the hard work needed to achieve results. Our leaders raise their voices each time there is a spike on gas prices, only to grow quiet when the price falls at the pump.” He has played up the connection between his decision and the $825 billion stimulus package currently making its way through Congress. That bill is meant to fund clean-energy products, make federal buildings more energy-efficient and attain other green goals.

Lower car emissions means greater fuel efficiency. So Mr Obama and others can claim that cutting emissions equates with using less oil from America’s adversaries. A green strain of conservatism has grown out of this rationale, of which Mr Schwarzenegger is the best-known example. The national Republicans, led by John Boehner in the House, have groused that the new rule will cost manufacturing jobs. But the Republican minority can do nothing to stop it, and some conservatives will even cheer.

Mr Obama has also sent a clear signal to Congress and the rest of America that he will pursue tougher environmental standards as several contentious issues loom. One is the introduction of a cap-and-trade system for carbon emissions, a piece of economy-wide regulation with a heavy impact that would require far more wrangling than this week’s executive decision. Another is whether, and how, America might join international efforts to cut carbon emissions, as the world looks for a successor to the Kyoto Protocol on climate change.

* publicada originalmente na  Economist

** Leia mais também em “Obama presses for tougher controls on US car emissions”

Add comment 30 Janeiro 2009

Re: Verba para ciência sofre redução de 18% em 2009

Em resposta aos questionamentos sobre a reportagem Verba para ciência sofre redução de 18% em 2009 publicada pela Folha de S.Paulo, o Senador Delcídio Amaral (PT-MS) respondeu por meio de nota de sua assessoria de imprensa: 

“Causou-me surpresa as declarações do Ministro Sérgio Rezende em
matéria publicada no Caderno Ciência, de ontem, intitulada “Verba para
ciência sofre redução de 18% em 2009”.  Além de equivocadas e
desrespeitosas, primam pela extemporaneidade. Afinal, a manifestação
do ministro, que é da área de ciência e tecnologia, supostamente onde
a informação deve acompanhar a velocidade da internet, ocorreu mais de
trinta dias após a aprovação do Orçamento Geral da União de 2009 pelo
Congresso Nacional, fazendo-me supor que, na época devida, este
assunto não constou de suas prioridades.
Alega também que tomou conhecimento dos valores do orçamento para sua
pasta na véspera da votação. Parece-me que o ministro estava mal
assessorado porque todas as áreas afetadas pelo OGU fizeram-se
representar nas reuniões e discussões que antecederam a votação, por
técnicos, parlamentares ou mesmo ministros que tiveram a humildade de
estarem pessoalmente comigo na CMO.
Ainda no Relatório Preliminar, foi criada e aprovada a Reserva de
Estabilização Fiscal e, posteriormente, em gestões da Comissão Mista
de Orçamento junto ao Ministério do Planejamento, foram alocados nessa
reserva R$ 2,5 bilhões que deixaram equacionadas as necessidades dos
Ministério de Ciência e Tecnologia e da Educação.
Antes de ser senador, sou engenheiro eletricista, área onde a
tecnologia é tratada como de vital importância. Meu comportamento como
presidente da CPMI dos Correios e como relator geral do orçamento de
2009, por si só, demonstram o compromisso que tenho com o futuro do
Brasil.
Portanto, desqualifico qualquer acusação de responsabilidade
atribuídas a mim sobre eventuais falhas de gestão na área de Ciência e
Tecnologia. Não sou o ministro. Delcídio Amaral, senador PT-MS.”

:: Samuel Antenor ::

Add comment 27 Janeiro 2009

Labjor – Processo Seletivo 2009 II

Curso de especialização – Modalidade extensão universitária em divulgação científica e saúde: neurociências

Curso oferecido pelo Labjor, em parceria com o Departamento de Neurociências da Faculdade de Ciências Médicas (FCM,) da Unicamp, e parte integrante do programa de Cooperação Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cérebro, o CInAPCe, um programa apoiado pela Fapesp e que promove o desenvolvimento de pesquisas em neurociências, dentro de uma rede de cooperação entre diversos grupos de pesquisa no estado de São Paulo, como os da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, vinculado ao Hospital Albert Einstein, além da Unicamp.

O currículo do curso é constituído por 11 (onze) disciplinas, de caráter obrigatório e o objetivo do curso é formar profissionais que tenham uma visão global sobre a divulgação científica na área da saúde enfatizando a neurociências e a relação com o sistema de ciência e tecnologia. A dinâmica do curso prevê a interação entre jornalistas e cientistas , e pretende incentivar o aluno a produzir notícias de divulgação científica para as mídias impressas, radiofônicas, televisivas e eletrônicas, imbuídas de senso crítico e capacidade de seleção da notícia. Outro objetivo será proporcionar aos bacharéis em jornalismo e em ciências um treinamento sobre ciência e tecnologia, o que é a pesquisa científica, suas formas de produção e a relação com outras áreas do conhecimento, assim como os conceitos fundamentais do jornalismo, introdução ao processo de produção da notícia, investigação jornalística, consulta a fontes de informação e redação jornalística e também a aquisição do conhecimento na área da neurociência. Uma outra característica do curso será enfatizada na disciplina “Trabalho de conclusão do curso (TCC)”: a elaboração e construção de diferentes suportes midiáticos para a divulgação científica da saúde, em especial a neurociências.

Informações: http://www.labjor.unicamp.br/cursos/informacoes_ext.htm

Add comment 27 Janeiro 2009

Labjor – Processo Seletivo 2009 I

Curso de pós-graduação lato sensu em jornalismo científico.

Oferecido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) e pelo Departamento de Multimeios (DMM) do Instituto de Artes (IA), da Unicamp, o curso destina-se à formação de jornalistas científicos, divulgadores da ciência e assessores de comunicação de universidades e de institutos de pesquisas, com o objetivo de formar profissionais que tenham visão global sobre o sistema de ciência e tecnologia e da relação com os meios de comunicação de massa.

O curso será oferecido de março de 2009 a junho de 2010, com aulas em período integral, às segundas-feiras, das 9h às 17.30h, na sala de aula do Labjor.

Informações: http://www.labjor.unicamp.br/cursos/informacoes_pos.htm

Add comment 27 Janeiro 2009

Abertas inscrições para novo curso lato sensu em divulgação científica

Estão abertas, até 6 de março, as inscrições para a primeira turma do Curso de Especialização em Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde (modalidade pós-graduação lato sensu), promovido pelo Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação Cecierj.

O curso é presencial pretende formar especialistas para responder à crescente demanda de mediação entre ciência & tecnologia e o conjunto da sociedade, tanto no campo profissional prático como no de pesquisa científica. Por isso, destina-se a um público diversificado: museólogos, comunicadores, jornalistas, cientistas, educadores, sociólogos, cenógrafos, produtores culturais, professores de ciências e demais profissionais que atuem na área, desde que sejam portadores de diploma de nível superior devidamente reconhecidos e registrados nos órgãos competentes.

Com carga horária de 360h, o curso buscará aprofundar a reflexão sobre a divulgação da ciência, da tecnologia e da saúde, desenvolver a capacidade dos alunos para avaliar estratégias e produtos destinados a esse campo, além de proporcionar uma visão geral do atual panorama da divulgação nessas áreas, em nível nacional, latino-americano e internacional.

O programa tem apoio da Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe (Red-Pop), da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia/Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social/Ministério da Ciência e Tecnologia e Departamento de Ciência e Tecnologia/Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos/Ministério da Saúde.

O curso é gratuito. A taxa de inscrição é de R$ 30 e o processo de seleção ocorrerá entre 16 e 20 de março.

As aulas começam em 30 de março e serão ministradas de segunda a quinta-feira, das 9h às 13h, em grande parte no Museu da Vida – Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro (eventualmente haverá aulas nas demais instituições parceiras).

Informações detalhadas sobre inscrições, cronograma, ementas e corpo docente estão disponíveis em http://www.museudavida.fiocruz.br/lato

Para informações adicionais: curso_dc@fiocruz.br

Add comment 27 Janeiro 2009

6th World Conference of Science Journalists

 

wcsj09_logoat Central Hall, Westminster, 30 June – 2 July, 2009

The 6th World Conference of Science Journalists in 2009 (WCSJ2009) will bring established and aspiring reporters, writers and science communicators from around the world to debate, network, develop their professional skills and report on the latest advances science and technology.

Add comment 23 Janeiro 2009

Verba para ciência sofre redução de 18% em 2009

 

Rezende diz que corte no orçamento é irresponsável; caso situação não seja revertida, bolsistas terão de ser mandados embora, diz

Rezende diz que corte no orçamento é irresponsável; caso situação não seja revertida, bolsistas terão de ser mandados embora, diz

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, classificou como irresponsável o corte de 18% no orçamento da sua pasta, aprovado pelo Congresso Nacional para 2009, e admitiu que, se a situação não se reverter, “bolsistas terão de ser mandados embora”. A peça orçamentária foi feita pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS). “O relator demonstrou falta de responsabilidade, de compromisso, com o futuro do Brasil”, afirmou Rezende à Folha ontem. Rezende diz que corte no orçamento é irresponsável; caso situação não seja revertida, bolsistas terão de ser mandados embora, diz O corte de R$ 1,1 bilhão representa um valor 10% maior do que toda a receita de 2008 da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a agência estadual de fomento à pesquisa mais rica do país, que sustenta quase toda a ciência paulista. Apesar de dizer que existem “incertezas” sobre o futuro, o ministro afirma que tentará resolver a questão das bolsas dentro do Executivo. “Acharemos uma saída e isso [a perda do benefício] não vai ocorrer.” O corte no orçamento recebeu críticas duras da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e da ABC (Academia Brasileira de Ciências). Os presidentes das duas instituições consideram a situação “extremamente grave” e dizem que, se os recursos forem realmente cortados, a política científica nacional ficará “desanimadora”. Para Jacob Palis Jr, da ABC, esse corte seria como “dar um tiro no pé”. Ele demonstrou seu ponto de vista com o exemplo dos Estados Unidos: “No meio da maior crise que o país já teve, o presidente [Barack Obama] convocou grandes líderes científicos para participarem do governo e se comprometeu com o aumento dos investimentos no setor”, disse. “[Fazer cortes em ciência] é uma política de suicídio. A maneira de sair da crise é ser competitivo”, disse Palis. Marco Antonio Raupp, da SBPC, concorda que investir em ciência e tecnologia é uma saída para a crise financeira e manifesta preocupação com a redução de recursos. Ele conta que “o Orçamento saiu do Executivo muito bem”. “Mas, no Congresso, de uma forma que a gente não entendeu direito, teve cortes significativos. Tudo isso nos pareceu arbitrário, uma aberração”, disse. O ministério também foi pego de surpresa. “Tomamos conhecimento da proposta do relator na véspera da votação [em dezembro]“, disse Rezende. “O governo, e o presidente Lula reafirmou isso, tinha a ideia de chegar ao fim de 2010 com 1,5% do PIB em investimentos de Ciência e Tecnologia. Atualmente, investimos na casa de 1%. Então, o aumento deveria ser de 50%. Esses cortes vão na contramão, evidentemente”, afirmou Palis. Segundo ele, o prejuízo às bolsas de estudo é “um crime”. Em 2007, o país chegou a produzir 10 mil doutores. E a previsão para 2009 era de produzir 11,5 mil doutores. “Talvez isso não aconteça se esses cortes prevalecerem.” Além das bolsas, os presidentes temem que os cortes afetem os recém-criados Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia –fato que Rezende rebate– e que eles travem o sistema de inovação no País. Esse programa, que cria centros de excelência em pesquisa no país, foi anunciado com pompa e circunstância pelo ministério no fim do ano passado. Para os dirigentes científicos, o novo orçamento também pode prejudicar a tentativa de manter bons pesquisadores na Amazônia e atrair novos cientistas para a região. A reportagem procurou ontem à tarde o senador Delcídio Amaral. Porém, sua assessoria afirmou que ele estava em viagem com a família.

* publicada originalmente na Folha de S.Paulo

Add comment 22 Janeiro 2009

Mudanças climáticas ganha portal

Agência FAPESP – A Embaixada do Reino Unido no Brasil, o Conselho Britânico e a Agência de Notícia dos Direitos da Infância (Andi) acabam de lançar o portal Mudanças Climáticas.

A iniciativa pretende oferecer material exclusivamente focado no tema, sempre atualizado e em português. Segundo os organizadores, o objetivo é enriquecer e facilitar a cobertura do tema pela imprensa, além de divulgar pesquisas e trabalhos tanto acadêmicos quanto de outros níveis de ensino.

Recursos como vídeos, gravações de depoimentos, fotografias, entrevistas e artigos de reprodução livre serão oferecidos pelo site que terá um banco de pautas especialmente voltado para o uso de jornalistas.

O site apresenta as seções “Conceitos e definições”, “A agenda do clima”, “Busca de alternativas”, “Ciência do clima”, “Causas, impactos, soluções”, “Críticas e contrapontos”, “Políticas públicas” e “Clima e imprensa”.

Mudanças Climáticas www.mudancasclimaticas.andi.org.br.

* publicada originalmente em Agência Fapesp

Add comment 21 Janeiro 2009

Unesco inaugura Ano Internacional da Astronomia nesta quinta

Evento contará com comemorações em 35 cidades do Brasil entre os dias 19 e 28 de janeiro

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PARIS - Quatrocentos anos depois que Galileu Galilei observou pela primeira vez o espaço com um telescópio, a Unesco inaugura na quinta-feira, 15, o Ano Internacional da Astronomia, uma iniciativa que pretende aproximar os jovens dos segredos do universo.O diretor geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Koichiro Matsuura, abrirá a conferência inaugural na sede da organização em Paris, quando diferentes autoridades do campo da astronomia repassarão a história dessa ciência e seus desafios futuros.

A inauguração, que será concluída com uma conexão por videoconferência com a Estação Astronômica da Antártida, contará também com a participação de 600 convidados, entre os quais estarão diversos prêmios Nobel e cerca de 200 estudantes de diversos países.

Durante 2009, a Unesco programou diversas atividades, como “As 100 horas de astronomia”, no início de abril, em que serão realizadas atividades lúdicas, conferências e projeções dos grandes observatórios internacionais, entre muitas outras atividades por todo o mundo.

Brasil

No País, há atividades programadas em 35 cidades para a semana de abertura do Ano Internacional da Astronomia, entre os dias 19 e 28 de janeiro. Observações públicas com telescópios, palestras, exibições multimídia, sessões especiais de planetários, exposições e eventos artísticos estão entre as atividades que serão oferecidas. Para mais informações sobre os eventos na sua cidade, consulte a “Agenda Astronômica” do site astronomia2009.org.br .

Até o momento, terão eventos as cidades de São Paulo, Campinas, São Carlos, Rio Claro, Americana, Bauru e São José dos Campos (SP); Rio de Janeiro e São Gonçalo (RJ); Recife e Olinda (PE); Fortaleza, Sobral e Limoeiro do Norte (CE); Florianópolis, Maravilha e Pinhalzinho (SC); Belo Horizonte, Cambuquira, Itajubá, Alfenas e João Monlevade (MG); Brasília (DF); Maceió (AL); Rio Branco (AC); Feira de Santana (BA); Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e S. Mateus do Sul (PR); Aracaju (SE); Goiânia (GO); João Pessoa (PB); Santa Maria (RS) e Natal (RN).

Telescópios

Além disso, em abril também entrarão em órbita dois telescópios científicos europeus, Herschel e Planck, que observarão a formação de estrelas e galáxias, assim como o comportamento dos campos de radiação cósmica.

* publicada originalmente no Estado de S. Paulo

 

Add comment 17 Janeiro 2009

Barack Obama is making good his promise to welcome scientists into his administration

Illustration by David Simonds

Illustration by David Simonds

 

ONE of the stranger beliefs of some politicians is that if they treat nature like a troublesome opponent and ignore it, it might go away and stop bothering them. In the opinion of many scientists George Bush, America’s retiring president, was just such a politician. It would be one thing, for example, to argue that it is too expensive to stop climate change and that adapting to such change is a better course of action. It is quite another, as White House officials have done in the past, to describe climate change as a liberal cause without merit.

Mr Bush’s administration also stands accused of suppressing the publication of research he did not like. In 2007, for example, Richard Carmona, then surgeon general, testified to Congress that Mr Bush’s officials had delayed and tried to “water down” a report which concluded that even brief exposure to cigarette smoke could cause immediate harm. It has been criticised, too, for preferring AIDS-prevention techniques based on abstinence (which don’t work, but have a moral appeal to Mr Bush and his supporters) to those that use condoms (which do work). His attitude to research on embryonic stem cells did not endear him to many scientists, either, and although the disagreement in this case was about a matter of principle rather than one of scientific truth, the decision to stop funding such research was seen as yet another example of how low the stock of science had fallen in the government.

Well, it is rising now. On December 15th Barack Obama, the incoming president, announced that he was nominating Steven Chu, a Nobel-prize-winning physicist, to be his energy secretary. At the moment, Dr Chu is head of the Lawrence Berkeley National Laboratory, where he has built up a big solar-energy-research project. He is also a strong advocate of research into nuclear power and foresees a world in which fossil fuels are largely replaced by other sources of energy.

On December 20th the president-elect followed Dr Chu’s appointment by nominating Jane Lubchenco, a marine biologist at Oregon State University, as head of the National Oceanic and Atmospheric Administration. This is the government agency responsible for studying the climate, and also for keeping an eye on marine life. Dr Lubchenco has been critical of the Bush administration’s lack of respect for climate science, and for its inaction on greenhouse-gas emissions. She is also concerned about marine pollution and the appearance in the ocean of oxygen-depleted dead zones caused by such pollution.

On the same day John Holdren, a physicist at the John F. Kennedy School of Government in Harvard, who is an expert in the fields of energy, the environment and nuclear proliferation, was appointed as the new presidential science adviser, and he will enjoy higher authority in that position than his Republican predecessor did. In 2007, when Dr Holdren was president of the American Association for the Advancement of Science (AAAS), he argued publicly for swift action on climate change.

Geneticists, too, get a look in. Two of them—Harold Varmus, a former director of the National Institutes of Health, and Eric Lander, of the Massachusetts Institute of Technology—will be co-chairmen of the president’s council of advisers on science and technology. All in all, as Alan Leshner, chief executive of the AAAS, puts it, “we’ve never had a president surrounded in close proximity with so many well-known, top scientific minds.” All of them, he predicts, will have access to the president and influence on policy, or else they would have refused the jobs. Dr Leshner says that Dr Varmus has “no interest in being a potted plant. He is a very competent and smart person with tremendous judgment who would not waste his time.”

Obamology
These appointments, therefore, mark a shift in political attitudes towards scientific advice. When he announced his selections Mr Obama said that promoting science is not just about providing resources (though he has promised to double the budget for basic science research over the next decade), but also about promoting free inquiry and listening to what scientists have to say, “especially when it is inconvenient”. Remarks such as this are causing excitement among researchers, particularly those who have had difficulty making their voices heard over the past few years.

And it is not only attitudes that are changing. As these appointments suggest, shifts in policy on global warming, energy and the protection of the oceans are also on the way. A straw in the wind here is the administration-to-be’s attitude to NASA, America’s space agency.

Mr Obama has said he will give NASA an extra $2 billion to close the gap between the space shuttle, which is due to be withdrawn from service in 2010, and its successor. That sounds like good news for the agency. But according to documents obtained by Space News, a specialist newspaper, his people are also asking NASA some ticklish questions.

They want to know how much money could be saved by cancelling parts of the shuttle’s successor. They have also asked for an estimate of the cost of carrying out all 15 missions that were recommended in a recent review of the agency’s Earth-science programme, which looks at things like the planet’s climate. At the moment, there is no money in the kitty for these missions, nor is much progress expected before 2020. The unstated implication of these questions is that someone is considering moving these missions up NASA’s priority list.

It is also clear that lifting restrictions on embryonic-stem-cell research will be high on the agenda of the new administration. Democrats are already debating whether to overturn those restrictions through executive order or by legislation when they assume control of the government.

The stem-cell question was one that particularly disturbed Dr Carmona when he was surgeon general. In his evidence to Congress, he reported that he was not allowed to speak, or issue reports, on stem cells. Nor on emergency contraception, sex education, mental health, the health of prisoners or global health. The thousands of scientists who, in 2006, signed a petition calling for the restoration of scientific integrity to federal policymaking will also feel vindicated. “See no evil, hear no evil and speak no evil” may sometimes be a good prescription for day to day life, but it is no basis for policymaking. Mr Bush did not seem to realise that. So far, Mr Obama looks as though he does.

* publicada originalmente na  Economist

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Add comment 16 Janeiro 2009


Paralelas

O blog Paralelas é um espaço de reflexão e de debate acerca de temas relacionados à comunicação, à ciência e à cultura, criado e alimentado pelos alunos do curso de especialização em jornalismo científico do Labjor/Unicamp

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