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Museu Exploratório recebe professor da Universidade do Nebraska
A tenda da NanoAventura, programa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, foi palco na última quinta-feira, dia 29, de uma verdadeira aula sobre como potencializar o aprendizado e turbinar a memória. Convidado do mês do projeto Seminários ao Pôr-do-sol, Ron Bonnstetter, professor de educação em ciências na Universidade do Nebraska, apresentou diversas dicas de como utilizar o cérebro a nosso favor na hora do estudo.
Bonnstetter acredita que entender como nosso cérebro funciona é fundamental na hora do aprendizado. Por isso, sua palestra começou com uma breve explanação sobre as funções das distintas partes do órgão. “O cérebro pesa o equivalente a cerca de 2% do nosso corpo, mas consome 20% da energia”, lembrou o professor.
Antes de iniciar a segunda parte de sua apresentação, Bonnstetter pediu que as pessoas presentes na palestra aproveitassem um breve intervalo para levantar e movimentar um pouco o corpo. No rol de recomendações para facilitar o aprendizado feitas pelo professor quando retomou a palestra, foi justamente essa a primeira: levantar-se. Segundo ele, o simples fato de se levantar após um período sentado aumenta em 15% a circulação de oxigênio no cérebro, o que certamente ajuda a melhorar seu funcionamento e a garantir um bom nível de atenção.
Outras dicas dadas, sempre com muito bom humor, foram consumir muita água e alimentar-se bem. “Frutas e legumes são o alimento para o cérebro”, pontuou o professor. O sono também foi apontado como fundamental no processo de aprendizagem. É enquanto dormimos que o cérebro processa tudo o que aprendemos ao longo do dia. Por isso, uma boa dica é repassar, pouco antes de dormir, aquilo que consideramos fundamental memorizar. Além disso, adultos devem dormir sete horas por dia, valor que aumenta quanto mais jovem é a pessoa.
A luz do sol apareceu na fala de Bonnstetter como uma grande aliada dos estudos, ao contrário de bebidas alcoólicas e drogas que, segundo ele, matam os neurônios desprotegidos dos adolescentes. “Jovens não entendem porquê não podem beber antes dos 18 anos. Devemos explicá-los que a bainha de mielina que envolve parte do neurônio só desenvolve-se completamente entre os 20 e 25 anos”, frisou. Outro vilão é a cafeína, que também deve ser evitada, principalmente até os doze anos de idade.
“Infelizmente, as escolas não estão organizadas de acordo com o funcionamento do cérebro”, afirmou Bonnestetter, lembrando que em muitas delas predomina a iluminação artificial e as aulas começam muito cedo em comparação ao horário natural de atenção dos adolescentes. Regras como não comer ou beber em sala e manter-se sentado durante a aula tampouco estão de acordo com as necessidades do nosso cérebro.
:: Marina Mezzacappa ::
Add comment 31 Maio 2008