Brasil, um belo lugar para pesquisas acadêmicas?
5 Novembro 2007
Além de ser interessante para investimentos de capital financeiro, o país desponta também como um bom local para investigação científica
Não é difícil encontrar pelos corredores de qualquer instituição acadêmica professores reclamando de baixos salários e dificuldades em se obter financiamentos para pesquisas. Tampouco não é inusitado ouvir reclamações sobre as condições instrumentais de trabalho e a precariedade das políticas públicas para Ciência e Tecnologia. O inusitado é encontrar na The Scientist deste mês o Brasil em 11º lugar no ranking dos 15 melhores países para se fazer pesquisa acadêmica, na frente de outros como a Alemanha (ver quadro-fonte The Scientist).
O ranking dos melhores países integra um levantamento feito pela revista científica junto aos leitores de suas versões impressa e digital. A apuração aponta também as melhores instituições para se fazer pesquisa. Este ano a liderança nos Estados Unidos (EUA) ficou com o Massachusetts General Hospital, que no ano anterior não havia nem aparecido na lista. Já no restante do mundo, a canadense Dalhousie University foi a top. Nessa categoria, não consta nenhuma instituição brasileira.
Os resultados foram colhidos via o retorno de mais de dois mil questionários preenchidos, nos quais os leitores atribuiram notas de um a cinco a 39 pontos apresentados em oito diferentes áreas: satisfação no emprego; parceiros; infraestrutura e ambiente; recursos para pesquisas; pagamento; administração e atitudes; ensinamento e orientação e mandato.
Nem todos os questionários respondidos foram utilizados na pesquisa, aqueles que apresentavam problemas na identificação, tanto do leitor quanto da instituição em que ele trabalha foram descartados. Assim como não foram consideradas as respostas de instituições estadunidenses, das quais menos de cinco questionários foram recebidos. No caso de instituições fora dos EUA, esse número era de quatro questionários. O desenvolvimento e análise da pesquisa ficaram por conta da AMG Science Publishing, empresa que presta consultoria na área científica.
Novos caminhos
Se o resultado positivo demostrado no ranking da The Scientist deste ano se mantiver nos próximos anos, como reflexo de uma maior atenção das instituições brasileiras à Ciência e à Tecnologia, varias áreas correlatas também seguirão pelo mesmo caminho. Uma delas, a do jornalismo científico.
Neste sentido, intituições públicas paulista já vêm há algum tempo investindo em qualificação profissional nessa área. O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp, há dez anos promove uma especialização na área e, neste ano, teve o seu curso de pós-graduação stricto sensu (mestrado) reconhecido pela Capes.
Não só esta área de jornalimo tende a crescer, como a divulgação científica de forma geral. Pesquisas recentes de percepção percepção pública da Ciência e da Tecnologia dão a sustentação a investimentos tanto das iniciativas federal, estaduais, municipais, quanto das privadas. Um exemplo dessas iniciativas é a implantação do Plano de Ação da Ciência e da Tecnologia, mais conhecido como PAC da Ciência, a ser lançado ainda neste mês pelo governo Federal.
.:Adriana Lima e Hércules Menezes:.
Entry Filed under: Cursos, Humanidades & Cidadania, Jornalismo Científico, Jornalismo e Divulgação Científica, Produzidos no Labjor. Tags: Produzidos no Labjor.
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