Belo Horizonte recebe 14º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

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A Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC) realizará o 14º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia entre os dias 08 e 11 de outubro de 2014, na cidade de Belo Horizonte, no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Promovido desde 1986, este é o mais importante evento nacional da área, congregando pesquisadores de diversos países e especialidades. Entre as atividades previstas estão Conferências, Mesas-Redondas, Simpósios Temáticos, Mini-Cursos, Painéis de Iniciação Científica, lançamento de livros e eventos culturais.

Os interessados podem se inscrever nas categorias coordenador de simpósio temático, apresentador de trabalho em simpósio temático, apresentador de pôster, ouvinte, professor de nível fundamental e médio, ou aluno de minicurso. Mais informações em: http://www.14snhct.sbhc.org.br/site/capa.

Para melhor informar

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Dois novos estudos, um da Unicamp e outro da Academia de Ciências da Bahia, ampliam a compreensão sobre a percepção pública da ciência no país

Há mais de uma década pesquisadores do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vêm trabalhando na linha de frente dos esforços para medir a percepção pública sobre a ciência e a tecnologia no país. Tais projetos do Labjor fazem parte de uma iniciativa internacional que começou em 2001 envolvendo a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Rede Ibero-Americana de Indicadores de Ciência e Tecnologia (Ricyt/Cyted).  Desde então o Labjor vem aprofundando e afinando seus métodos de análise, com o objetivo de identificar estratégias para aprimorar a comunicação acadêmica e ampliar o acesso à informação científica no Brasil.

O Labjor publicou dois mapeamentos extensos sobre a imagem da ciência no Brasil nosIndicadores de ciência, tecnologia e inovação no estado de São Paulo, patrocinados e publicados pela FAPESP (2005 e 2010). Antes, os resultados da primeira pesquisa, realizada entre o final de 2002 e começo de 2003, já tinham aparecido no livroPercepção pública da ciência, de Carlos Vogt (Unicamp-FAPESP, 2003). A segunda pesquisa do Labjor, realizada em 2007, baseou-se no mesmo questionário aplicado em conjunto em sete países da Ibero-América – Colômbia, Argentina, Venezuela, Espanha, Panamá, Chile e Brasil –, o que permitiu a comparação dos dados coletados. Por último, em 2012, o laboratório encabeçou um terceiro estudo inédito com foco em saúde, cujos resultados foram publicados no ano seguinte. “O tema saúde aparecia nas pesquisas anteriores como uma das principais preocupações da população e, por isso, merecia uma atenção especial”, explica Carlos Vogt, coordenador do Labjor e  presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).  Vogt também foi reitor da Unicamp e presidente da FAPESP.

Um dos desafios iniciais do Labjor foi a definição de indicadores adequados que pudessem ser usados em vários países e regiões de modo a criar um padrão metodológico passível de comparação e análise. O trabalho do laboratório da Unicamp tem gerado frutos em outras fronteiras do país e, em 2013, depois dos contatos do coordenador do Labjor com a comunidade acadêmica da Bahia, a metodologia serviu de base para uma pesquisa patrocinada pela Academia de Ciências da Bahia, presidida pelo ex-governador do estado e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientîfico e Tecnológico (CNPq), Roberto Figueira Santos.

“Depois de muitos debates sobre o futuro da educação científica, chegamos à conclusão de que tínhamos dados objetivos sobre o ensino de ciência, mas não havia informação sobre a percepção pública da produção acadêmica na Bahia”, diz Othon Jambeiro, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Jambeiro coordenou a pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha, em parceria com Maurício Barreto, professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.

Metodologia de pesquisa
O questionário usado em Salvador foi adaptado da metodologia bem-sucedida do Labjor. As pesquisas aplicadas consistem na elaboração de 20 a 30 perguntas e são realizadas por meio da abordagem pessoal e individual, em pontos de fluxo sorteados e distribuídos com base na densidade habitacional das cidades. São entrevistados homens e mulheres de todas as classes sociais e faixas de idade, a partir de 16 anos, seguindo as especificidades locais e a dinâmica demográfica do IBGE. As primeiras questões apresentadas são mais gerais e buscam mapear os hábitos de leitura da população, assim como as profissões mais valorizadas pelos entrevistados, os temas de maior interesse e a opinião sobre os setores da administração pública que deveriam receber maiores investimentos, como Saúde, Educação, Obras, Segurança Pública etc.

Uma etapa permite que os entrevistados citem espontaneamente as áreas de interesse e os temas que consideram polêmicos. Na sequência, são realizadas perguntas mais específicas e os entrevistados são convidados a avaliar os riscos e benefícios da pesquisa espacial, dos transgênicos, da nanotecnologia, por exemplo. Também devem ponderar sobre afirmações do tipo: “Hoje em dia, a ciência é mais importante do que a fé?” ou “Ciência e tecnologia tornam nossas vidas mais saudáveis?”. Em conjunto, as respostas obtidas constroem uma poderosa ferramenta capaz de pontuar os principais temas de interesse da população e sua opinião sobre o estado atual do desenvolvimento científico do Brasil.

O maior problema encontrado nas duas pesquisas recentes, realizadas na Bahia – com 404 entrevistados de Salvador – e em São Paulo – com 1.511 paulistas de 109 cidades do estado –, é o amplo desconhecimento da população sobre as instituições que produzem ciência no Brasil. Parcela expressiva não sabia citar, espontaneamente, uma universidade ou instituto. Apenas 17% dos paulistas conheciam uma instituição que trabalha com pesquisa em saúde. Em São Paulo, o índice chegava a 10% entre as pessoas com escolaridade de nível fundamental ou das classes D e E.  As instituições mais citadas foram a Universidade de São Paulo (USP), a Unicamp e o Instituto Butantan. Em Salvador, esse padrão se repete e 87% das pessoas não sabem nomear uma instituição que financia a ciência na Bahia.

“Foi chocante saber que a percepção das pessoas é muito reduzida quanto às universidades e os institutos financiadores de pesquisa no estado, mesmo entre a população de maior renda”, lamenta Othon Jambeiro. “Isso é dramático, afinal a função da universidade é produzir conhecimento e passar isso para a população, mas essa percepção não está acontecendo.” Entre as instituições mais citadas pelos soteropolitanos estão a Fundação Oswaldo Cruz, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), a Petrobras e a UFBA.

“Talvez falte agressividade da universidade na divulgação, ou articulação com as escolas, ou melhores estratégias para envolver alunos e professores em seminários e debates científicos”, enumera. A pesquisa mostra que menos de 10% da população tem o hábito de assistir programas ou ler notícias sobre ciência e tecnologia, ainda que 59% declarem ter interesse pelo assunto. Para a maior parte dos entrevistados em Salvador, a profissão de cientista é muito gratificante do ponto de vista pessoal e 55% consideram a carreira atrativa para os jovens.

Para os moradores de Salvador, a avaliação sobre a qualidade da educação nas escolas é preocupante. Dois terços da população acreditam ter recebido um ensino mediano ou ruim no currículo de ciência e tecnologia. Ainda assim, a profissão de professor é a mais admirada, na frente de médicos, cientistas, jornalistas e engenheiros. Em comparação, o Labjor constatou em 2012 que 88% dos entrevistados paulistas admiram a carreira de professor, seguido do empate entre médico e engenheiro (87%) e cientista (83%). De forma geral, há grande concordância entre os baianos (87%) de que o conhecimento científico auxilia a capacidade das pessoas para decidir coisas importantes em suas vidas. Para 74% dos paulistanos, a ciência e a tecnologia vão contribuir para melhorar a saúde e o meio ambiente. Tanto para paulistas quanto soteropolitanos a ciência é considerada útil para, antes de mais nada, ajudar no cuidado com a saúde e a prevenção de doenças.

A partir dos resultados coletados na pesquisa de percepção pública da ciência na Bahia, a Academia de Ciências da Bahia constituiu um grupo de estudos a fim de aprofundar as conclusões iniciais apresentadas. A pretensão é envolver neste aprofundamento alunos e professores de alguns programas de pós-graduação, particularmente os de Estudos Interdisciplinares sobre Universidades, Difusão do Conhecimento, Saúde Coletiva e Educação, todos da UFBA. Programas de outras universidades existentes na Bahia também deverão ser convidados.

Para a pesquisadora do Labjor Ana Paula Morales, é necessário aproveitar a alta credibilidade das instituições de pesquisa, que são citadas como as mais confiáveis para formar a opinião dos cidadãos, “e trazer estes institutos para perto da população na hora de fornecer uma informação especializada”. Segundo os pesquisadores, o florescimento de equipes de comunicação nas universidades, assim como revistas de divulgação da produção acadêmica e a criação de programas de especialização em jornalismo científico já têm contribuído para a evolução, gradativa, da dispersão do conhecimento científico no Brasil.

Diagnóstico da saúde no Brasil
A oportunidade de o Labjor realizar um estudo focado em saúde surgiu com a publicação de um edital do Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (SUS), com apoio financeiro da FAPESP, em 2009. A iniciativa contou com parceria do Instituto de Saúde (IS) da Secretaria de Estado da Saúde e do Instituto de Investigação em Imunologia do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (iii-INCT). O objetivo do trabalho foi obter subsídios para a elaboração de políticas públicas na área de comunicação voltadas para a melhor gestão do SUS. “É interessante notar a crescente importância que a comunicação ganhou nos editais de pesquisa”, diz Ana Paula Morales, biomédica especializada em jornalismo científico pelo Labjor e uma das integrantes da equipe de pesquisadores responsáveis pela elaboração das perguntas. Os resultados consolidados serão publicados em um artigo, e um vídeo com entrevistas dos professores envolvidos no projeto também está sendo editado pela equipe.

As duas pesquisas realizadas pelo Labjor e pela Academia de Ciências da Bahia indicam a saúde como um dos principais temas de interesse dos entrevistados. O assunto é considerado prioritário para 87% dos soteropolitanos e 86% dos paulistas. Em especial, descobriu-se que há uma curiosidade latente pela divulgação mais intensa de informação qualificada sobre doenças crônicas, entre as quais câncer e diabetes, e sobre novos tratamentos e inovações tecnológicas na área biomédica. Tradicionalmente, a profissão de médico continua a ser amplamente respeitada e valorizada pela população, ainda que persista o hábito de buscar aconselhamento religioso, a automedicação e outras soluções caseiras para as enfermidades. De maneira geral, as pesquisas apresentam um Brasil contraditório, que convive, ao mesmo tempo, com o avanço e a carência na área da saúde.

Constatou-se que há uma sede ainda não sanada por mais informação de saúde no Brasil. E a academia precisa dialogar de maneira mais eficiente com a sociedade em alguns temas. Observando os resultados obtidos, foi identificada uma grande oportunidade para trabalhar de maneira mais qualificada a comunicação sobre doenças crônicas que preocupam a população. O câncer aparece como a doença mais citada nas entrevistas e aponta para um assunto que deveria ser central na comunicação sobre saúde pública no Brasil. Tabagismo, alcoolismo, obesidade e Aids são outras doenças que merecem maior divulgação e aprofundamento, aponta a pesquisa de São Paulo.

A parcela da população que se declarou desinformada sobre saúde reclama não saber como obter a informação e quais fontes procurar. Outros disseram simplesmente não ter interesse pelo tema ou ter dificuldade em compreender a linguagem e a complexidade do assunto. “Nós percebemos que existe um grande desnível entre os temas de interesse e o grau de conhecimento”, diz a biomédica Ana Paula Morales. Existe um desnível considerável de 28% entre interesse e nível de conhecimento da população sobre saúde e medicina. Em Salvador, o número é ainda maior, de 30%. “Isso mostra o quanto é importante a questão da comunicação e a relação intensa entre pesquisa e divulgação de ciência e tecnologia”, afirma Vogt.

Uma contribuição significativa de ambas as pesquisas foi o mapeamento dos hábitos de leitura e consumo de informação dos entrevistados. O estudo realizado na Bahia constatou que praticamente a totalidade dos entrevistados tem o costume de ver televisão, em média quatro horas por dia, ao passo que 76% declaram ler jornais impressos. O noticiário policial e esportivo aparece com maior frequência na rotina de consumo de informação dos soteropolitanos, sobretudo entre os homens e a população de menor escolaridade. Em São Paulo, programas televisivos e a internet aparecem como as principais fontes de informação, ainda que os livros e as campanhas de saúde governamentais sejam vistos como detentores de maior credibilidade.

Apesar do alto grau de confiabilidade, apenas 19% dos paulistanos declaram aderir às campanhas de saúde do governo. O que pode explicar essa atitude, segundo Carlos Vogt, é a modelagem das campanhas de saúde do governo, geralmente focadas em alguns nichos etários, como a campanha da gripe para pessoas com mais de 60 anos, a vacina da poliomielite para crianças ou a vacina contra HPV para meninas de 11 a 13 anos. “Podemos dizer que essas campanhas são bem-sucedidas, pois têm resultados quantitativos expressivos. Elas levam a população a tomar conhecimento sobre um assunto e produzir um comportamento desejado, que é o da prevenção”, observa Vogt.

Ciência e fé
Um dado que surpreendeu a equipe do Labjor foi a interseção entre ciência e fé; 78% dos paulistas são confiantes e otimistas com relação ao papel da ciência e tecnologia para a melhoria da saúde, do meio ambiente e da qualidade de vida da população. Contudo, vale observar que, quando comparado com o papel da religião, apenas 26% dos entrevistados declararam que a ciência é mais importante do que a fé. Na última vez em que ficaram doentes, 22% dos entrevistados declaram ter procurado ajuda de seu templo ou grupo religioso para sanar o problema e 29% recorreram a soluções caseiras e a familiares como fonte de informação.

Em Salvador, a população é de opinião de que há limites para a atividade científica e somente 25% concordam que ela pode resolver todos os problemas, 63% acham que se dá muito valor atualmente à ciência e pouco à religião. Essa resposta é um padrão especialmente entre os mais velhos, com mais de 60 anos, os que possuem escolaridade fundamental e os evangélicos.

Se interpretadas como um termômetro das principais reivindicações dos brasileiros, as duas pesquisas acusam uma demanda insaciada por mais seriedade e comprometimento do poder público em saúde e educação. Um recorte do estudo baiano mostra a discrepância entre as áreas em que a população percebe um destaque do Brasil no cenário internacional – esporte, turismo e indústria – e os setores onde gostariam de ver um investimento público mais robusto, justamente saúde, educação e transportes.

“A população exerce uma pressão, direta e indireta, sobre os governos e tem impacto nas decisões que envolvem o traçado das políticas públicas de ciência”, diz Othon Jambeiro. A crescente valorização de pesquisas na área de saúde pode se explicar, segundo Vogt, pela mudança no modelo de governança na gestão da ciência. “Se antes as decisões sobre os investimentos em ciência eram tomadas de maneira muito vertical, de cima para baixo, por alguns líderes de governo e uma cúpula de cientistas, hoje o modelo tende a ser muito mais democrático e a decisão dos investimentos requer cada vez mais a participação da sociedade civil.”

(Fonte: Carolina Rossetti de Toledo | Revista Pesquisa Fapesp - Edição 217 – Março de 2014)

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/03/10/para-melhor-informar/

Instituto Butantan inaugura exposição “Arte e Ciência”

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O Instituto Butantan, órgão da secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, inaugura nesta semana a exposição “Arte e Ciência”, produzida com objetos tridimensionais utilizados em laboratório, no Museu de Microbiologia.

A mostra da artista plástica Anita Colli traz 22 novas peças que dão um novo conceito a materiais como pipetas, tubos de ensaios, frascos e tampas de pesquisa. Os significados das peças originais desaparecem e dão forma à novas e surpreendentes figuras tridimesionais abstratas.

Os visitantes também poderão acompanhar a exposição fixa em cartaz no local, onde será possível visualizar seres microscópicos, como protozoários, além de modelos de vírus e moléculas de DNA.

“A exposição traz peças construídas por meio da manipulação de materiais de laboratório que fornecem amplas possibilidades de associações, abrindo novos caminhos de expressão artística”, detalha Gláucia Inglez, coordenadora do Museu de Microbiologia.

O Instituto Butantan fica na Avenida Vital Brazil, 1.500, zona Oeste da capital. A exposição está aberta de terça a domingo, das 9h às 16h30, e ficará em cartaz até junho. A entrada, que também dá direito à visitação no Museu Biológico e no Museu Histórico, custa R$ 6 e estudantes com identificação pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, maiores de 60 anos e pessoas com deficiência não pagam entrada.

Abertas as inscrições para o prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica

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Estão abertas as inscrições para o 34º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica.   Este ano, será premiado o jornalista profissional que se destaque na difusão da ciência, da tecnologia e da inovação nos meios de comunicação de massa. O vencedor receberá prêmio de R$ 20 mil, mais diploma e participação na reunião anual da SBPC/ UFAC. As inscrições vão até o dia 23 de maio.

O objetivo do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica é reconhecer e destacar profissionais de alto nível que contribuem com eficiência para a divulgação do conhecimento científico e tecnológico. Ele é destinado às iniciativas que contribuam significativamente para tornar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação conhecidas do grande público. A sua criação, em 1978, representa uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador, José Reis.

Mais informações no endereço: http://www.premiojosereis.cnpq.br/

FAPESP e University of Bath lançam nova chamada de propostas

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A FAPESP e a University of Bath, no Reino Unido, lançam nova chamada de propostas no âmbito do acordo de cooperação entre as instituições. A seleção está voltada ao intercâmbio de pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo e, do Reino Unido, afiliados à University of Bath.

No Estado de São Paulo, podem apresentar propostas pesquisadores responsáveis por auxílios à pesquisa FAPESP vigentes, nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Projeto Temático, ou nos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), Programa de Melhoria do Ensino Público, Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Pesquisadores Principais de Projetos Temáticos, CEPIDs e PITEs vigentes também são elegíveis para a submissão de propostas.

No Reino Unido, podem apresentar propostas à chamada membros da equipe acadêmica da University of Bath com contrato de trabalho válido durante o período total do projeto.

A FAPESP e a University of Bath concederão, cada uma, o equivalente a até £5,000.00 por proposta e por ano para o período estipulado do projeto de modo a cobrir despesas de mobilidade

A chamada está aberta a propostas em todas as áreas do conhecimento, que serão recebidas até o dia 4 de abril de 2014. A duração máxima de cada projeto é de 24 meses.

A chamada de propostas está disponível em: http://www.fapesp.br/8471

(por Agência Fapesp)

Unicamp realiza workshop com editores da Nature

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A Unicamp vai realizar um workshop com editores da revista Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas da atualidade. O objetivo do evento é contribuir para o aumento do impacto da produção científica da Universidade. O Workshop Nature acontece entre os dias 18 e 20 de março.As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro, no endereço: http://www.prp.rei.unicamp.br/inscricoes/

O curso, que será ministrado por editores e subeditores da revista Nature, destina-se preferencialmente a docentes e pesquisadores de Centros e Núcleos da Unicamp. O evento terá três dias, será em período integral e será ministrado em inglês.

A ciência nos desenhos animados

Desenhos animados, com seus cientistas malucos e laboratórios fantásticos, são um rico campo de discussão sobre imagens de ciência e cientistas que circula na sociedade

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Cientistas animados: Dexter (Laboratório de Dexter), Heinz Doofenshimirtz (Phineas e Ferb), Professor (Meninas Superpoderosas), Susan e Mary (Johnny Test) e Jimmy Neutron (Jimmy Neutron)

 

Jalecos brancos, laboratórios repletos das mais estranhas geringonças, muitas ferramentas e computadores, criações gigantescas para resolver qualquer problema mirabolante. É só ligar a televisão em um canal infantil – ou no canal aberto, nos horários reservados para crianças – para encontrar um desenho animado que traga algum desses elementos. O “mundo mágico da ciência” é sempre um prato cheio para se trabalhar com crianças. Mas o que será que há por trás do cabelo bagunçado e da cara de maluco desses cientistas animados e de suas fantásticas experiências que povoam o universo de crianças entre 4 e 10 anos?

Não é preciso um exercício muito árduo de raciocínio para apontar que a imagem de ciência que esses desenhos passam é ultrapassada e equivocada. Mas isso não basta. Assim como não basta dizer que a televisão está deseducando e desinformando nossas crianças, nem questionar a qualidade dessas produções. Aliás, se pensarmos nesses desenhos como material para discutir o que é ciência, como ela é divulgada, quais são suas relações de poder, etc, eles são um rico material para debate.

São muitos os desenhos animados que abordam temas de ciência. Eles poderiam ser divididos grosseiramente em dois grandes grupos: os que se pretendem educativos, e os que não têm essa ambição. Entre os educativos, podemos citar Sid, O Cientista, em que um menino (Sid) em fase pré-escolar aproveita de sua curiosidade e sua mania de perguntar para questionar por que as coisas são como são. Vale mencionar que o desenho é entrecortado por filmes que ensinam a fazer experiências ou explicam alguns fenômenos e conceitos científicos (como as ondas sonoras, por exemplo).

Mas existem também um outro grupo de desenhos que não se pretendem educativos. Entre eles pode-se citar Phineas e Ferb, As Meninas Superpoderosas, Jimmy Neutron, O Laboratório de Dexter e Johnny Test. Em todos eles há cientistas de jaleco, laboratórios incríveis e material para discução das visões de ciência que por eles perpassam.

Uma das primeiras questões que podem ser levantadas é a da identidade. E aqui esbarramos, inevitavelmente, na figura do cientista. Em todas essas animações existe um cientista (Heinz Doofenshimirtz em Phineas e Ferb; O Professor nas Meninas Superpoderosas; Jimmy Neutron no desenho homônimo; Dexter em O Laboratório de Dexter; e as gêmeas Susan e Mary em Johnny Test). A caracterização desses profissionais da ciência é clássica: estão sempre vestindo um jaleco branco (com exceção de Jimmy Neutron, que só veste o jaleco ao entrar em seu laboratório, enquanto para outras atividades usa uma camiseta vermelha estampada com o símbolo do átomo de Rutherford) e possuem um cabelo peculiar. Alguns deles usam óculos (Dexter e as irmãs gêmeas Susan e Mary). Todos eles são pessoas dedicadas à ciência, e sempre trabalham sozinhos em suas experiências (não contam com ajuda de outros cientistas, embora mencionem várias vezes a existência de uma comunidade científica). Os personagens destacam-se por sua inteligência, e sentem-se diferentes do resto da sociedade. Portanto, geralmente recusam-se a fazer tarefas do cotidiano, como lavar roupas, limpar o quarto, ou depreciam essas tarefas – preferem construir engenhocas que façam o serviço por eles. Eles são a figura de poder e masculinidade, detentores do conhecimento e da tecnologia para resolver qualquer problema.

Esta imagem está fortemente ligada à uma imagem de cientista que circula na sociedade. Afinal, a ciência é mostrada como algo para poucas mentes brilhantes, que geralmente trabalham sozinhas e muitas vezes deixam de lado sua vida social ou trabalhos comuns do dia-a-dia para se dedicarem à ciência. Os cientistas são figuras peculiares, únicas, demonstrando que a ciência não é de alcance de todos. Apresentam-se, desta forma, como solitários em suas atividades. Isto configura uma visão individualista da ciência, em que os conhecimentos científicos aparecem como obras de gênios isolados. Além disso, são capazes de resolver vários tipos de problema, e até de salvar o mundo (o que acontece frequentemente nesses desenhos quando a Terra é invadida por aliens, por exemplo). Eles são os detentores do conhecimento, da resolução dos problemas, da verdade, e até mesmo da salvação.

Essa imagem também permite refletir sobre a questão de gênero – tanto nas ciências como nos desenhos. Afinal, a maioria esmagadoras dos cientistas retratados nesses desenhos são homens. De todas as animações citadas, somente uma apresenta cientistas mulheres: Johnny Test. Nesta produção, são as irmãs gêmeas de Johnny (ambas de jaleco e óculos, claro) que conduzem os experimentos em seu laboratório caseiro. O que poderia ser uma celebração de uma conquista feminina, retratando as mulheres na ciência, na verdade é apenas uma “maquiagem”. Susan e Mary são retratadas como inteligentes, sim, mas também vaidosas, egoístas e cruéis com seu irmão caçula, frequentemente usado como cobaia em suas experiências. Muitos dos seus inventos remetem ao universo “feminino” (maquiagem, creme para tirar espinha) e suas preocupações correntes são com festas, garotos, bolsas e sapatos. Dificilmente elas salvam o mundo. Ou seja: mesmo quando a mulher é retratada como cientista, ela ocupa um papel menor (em todos os sentidos) do que seus pares homens.

Nos outros desenhos, a mulher ocupa seu lugar clássico no lar. As mães de Dexter, Jimmy Neutron, Phineas e Ferb e Johnny Test são todas donas de casa. As Meninas Superpoderosas nem têm mãe, numa demonstração da pequena importância que esse papel ocupa nessas animações. Além das mães, podemos encontrar amigas que por vezes ajudam os cientistas em suas invenções e descobertas, mas dificilmente entendem os mecanismos e conceitos envolvidos, e sempre possuem um pequeno papel. Há também a imagem da irmã ou da colega encrenqueira, que quer flagrar algum erro do cientista brilhante, contradizer suas teorias e que, mesmo sem querer, atrapalha suas experiências – porque as mulheres não dominam esse universo complexo da ciência. É o caso de Candace, irmã de Phineas e Ferb, e de DeeDee, irmã de Dexter.

O que a questão de gênero diz explicitamente é que a ciência é um território masculino, e mesmo quando as mulheres conseguem “invadí-lo”, elas não conseguem acessar sua “magnitude”: não compreendem teorias, equipamentos, ferramentas, e quando o fazem, não conseguem dissociá-los de um universo “feminino” repleto de preocupações menores aos cientistas de “verdade” (homens),  buscando solucionar problemas mais banais. Esse modelo também diz muito sobre como as representações são construídas e assumidas na memória coletiva de crianças e jovens, e como esse desenhos ajudam e interferem na construção do indivíduo. A partir dessas constatações pode-se levantar e enfrentar questões, por exemplo, sobre o papel do discurso que legitima a visão masculina e o modo como ele procura influenciar na formação de jovens meninas (que devem permanecer no lar, ou então apenas como ajudantes dos meninos).

A ciência é, assim, apresentada como uma atividade relegada a uma seleta minoria masculina e superdotada, que a maioria esmagadora da população não consegue acessar ou compreender, dependendo, assim, da boa-vontade do cientista para tentar explicar aos leigos (quando tem paciência para tanto, o que também é raro) ou para salvar o mundo, já que somente ele tem o conhecimento e a tecnologia para tanto.

O que dizer então da representação da ciência nessas produções? Todas essas animações trazem uma imagem de ciência positivista, que se desenvolve a partir de problemas e está associada à atividade experimental. É sempre um problema que motiva a ação científica que vai conduzir a história: ou é porque Dexter precisa ficar mais velho para assistir um filme censurado, ou é porque Doofenschimirtz quer se livrar dos cachorros da vizinhança que o impedem de dormir, ou porque as irmãs de Johnny precisam se livrar de uma horrenda espinha em um dia de festa, ou ainda por que Jimmy Neutron tem que arrumar o quarto. Isso motiva os personagens cientistas a entrarem em seus fantásticos laboratórios para criarem as mais magníficas engenhocas que resolverão seus problemas. O que leva a outro ponto: a representação da tecnologia como imprescindível ao progresso e inerente à ciência – sem abordar os danos causados por este dito indispensável progresso.

A ênfase na experimentação, mostrada pela importância dada ao laboratório (todos maravilhosamente equipados, e muitos secretos, ou ao menos, de difícil acesso à população em geral), e as tecnologias criadas a partir dela como solução para os problemas do homem, que são indescritíveis e gigantescos equipamentos, é extremamente positivista. Caricatura dessas fabulosas engenhocas são os inúmeros “inators” (sufixo inglês, correspondente ao português “dor”, que significa “instrumento de ação”) criados pelo doutor Heinz Doofenschimirtz, gigantescos aparelhos para as mais variadas tarefas: o “arruma-tudo-com-lacinho-inator”, uma máquina que arruma sua casa, dobrando até mesmo os móveis e colocando um lacinho vermelho em cima; ou o “congelador-inator”, que congela seus inimigos; ou o “osso-de-cão-inator”, que atrái os cachorros da vizinhança para longe da casa do cientista, para que assim ele possa dormir sem o barulho dos latidos. Essas engenhocas fabulosas também apontam para a valorização de certas áreas do saber em detrimento de outros, como por exemplo, a física e a química. Áreas como lingüística, filosofia, geografia e história não fazem parte das “ciências” abordadas por esses desenhos – ainda que apareçam, não estão ligadas à atividade científica, o que se pode entender como não sendo “ciência de verdade”.

Há ainda o fato da ciência ser, na maioria esmagadora das vezes, retratada como inquestionavelmente boa – resolve problemas, salva o planeta, traz o progresso. Ela justifica até mesmo ações antiéticas, como usar o próprio irmão caçula como cobaia, falsificar a idade para assistir a um filme proibido, construir uma roupa mecânica que dará vantagem para vencer um inimigo, ou um tênis especial que ajudará a vencer uma corrida, criar vida sintética (as Meninas Superpoderosas são fruto de uma experiência do Professor), ou mesmo destruindo a cidade com suas poderosas criações. E não é raro que os personagens justifiquem suas ações em nome da ciência, ou comemorem suas criações com bordões como “em nome da ciência!”. Ou seja, mesmo que a cidade toda é destruída por uma dessas criações, se for em nome da ciência, isso é permitido, porque é em nome de um bem maior.

É interessante notar que essa imagem de ciência e de cientistas não é relegada apenas aos desenhos animados, tampouco á uma ideia fortemente enraizada na sociedade, mas ela ainda está presente na própria academia. Por isso, é válido dizer que todas essas produções possuem seu valor, não apenas como entretenimento, mas como material de análise e de questionamento sobre as relações de poder que se estabelecem no mundo da ciência. As animações podem ser uma forma de estimular as crianças a se interessar por temas variados, inclusive a ciência, de forma provocativa, interessante e criativa. E pode fazer os adultos questionarem o que está por trás das divertidas produções. Além de poder ajudar a apontar caminhos de para a compreensão de como se desenvolveu e tem se desenvolvido o pensamento científico na sociedade.

Por Chris Bueno

Pós-Graduação em Jornalismo Literário em São Paulo e Curitiba

O Curso é aberto a profissionais de todas as áreas interessados em desenvolver talento como escritores da vida real. A maior procura é de jornalistas, mas também participam profissionais de Letras, Ciências Sociais, História, Psicologia, Educação e outros campos de conhecimento.

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Continuam abertas as inscrições para o primeiro e único curso de Pós-Graduação em Jornalismo Literário do país, turmas de São Paulo e Curitiba, com aulas quinzenais a partir de março. Em seu décimo ano de realização, o curso inclui, entre outras, as disciplinas Jornalismo Literário – História e Conceitos, Fundamentos Narrativos, Perfis, Biografias, Narrativas de Viagem, Escrita Total, Estrutura Narrativa Mítica e Livro-Reportagem.

O corpo docente é formado por jornalistas e escritores, a grande maioria dos professores portadores do título de Doutor, quase todos pela Universidade de São Paulo. Além do diretor do curso, Edvaldo Pereira Lima, compõem o corpo docente, entre outros, Monica Martinez, Alex Criado, Renato Modernell, Fabiano Ormaneze, Christian Carvalho Cruz, Mauri König, Cristiano Castilho e José Carlos Fernandes.

O curso de pós-graduação é da categoria lato sensu (Especialização), com 370 horas de carga horária, totalmente presencial, com aulas quinzenais, realizadas nas noites de sexta-feira e aos sábados. É uma parceira com a Faculdade Vicentina (Favi) de Curitiba (PR), credenciada pelo MEC para cursos de pós-graduação em todo o país. O sucesso do curso, desde o seu início, em 2005, atesta sua qualidade e confiabilidade referendas por mais de 500 profissionais formados desde então.

As inscrições permanecem abertas para as turmas 2014 de São Paulo e de Curitiba. Podem ser feitas através do site http://www.edvaldopereiralima.com.brque contém todas as informações. Vagas limitadas.

Turma São Paulo – São Paulo
Dias das aulas: sextas e sábados em semanas alternadas.
Horários: sexta (das 19h00 às 23h); sábado (das 9h às 12h30; das 14h às 18h).
Início:14 de março de 2014.
Local:na sede do Cepa da Editora Paulinas.
Endereço: Rua Dona Inácia Uchoa, 62 – Bloco A – 2° andar – próximo às estações de metrô Vila Mariana e Ana Rosa e ao Terminal de Ônibus da Vila Mariana.
Site:http://www.paulinas.org.br/sepac/

Turma Curitiba – Curitiba
Dias das aulas: sextas e sábados em semanas alternadas.
Horários: sexta (das 18h30 às 22h); sábado (das 9h às 12h30; das 14h às 18h).
Início: 07 de março de 2014.
Local: Faculdade Vicentina.
Endereço: Rua Jaime Reis, 531 – Alto São Francisco, Curitiba.
Site: http://www.faculdadevicentina.com.br/

Arte e ativismo no Sesc

artivismo

Nesse mês o SESC Pompeia está desenvolvendo o projeto ARTIVISMO: criações estéticas para ações políticas.   O intuito do evento é promover um grande encontro de coletivos, ongs e movimentos sociais que trabalhem ou que produzam ações dentro de uma perspectiva artística.

A ideia é oferecer ao público o contato com esses criadores, multiplicar a cultura e contribuir para o desenvolvimento artístico do público em geral, incentivando as pessoas a se expressarem cada vez mais através do fazer artístico.

Local: SESC Pompeia – Rua Clélia, 93, São Paulo
Data: Todo o mês de fevereiro
Entrada gratuita!
Incrições e mais informações aqui.

Confira a programação aqui.

Unicamp entre as melhores (e mais novas)

unicamp

Novinha e no topo. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou em 15º lugar na edição 2013/2014 do ranking de 50 melhores universidades fundadas há menos de 50 anos. O ranking é elaborado  pela  organização de consultoria educacional britânica Quacquarelli Symonds (QS) e avalia universidades de todo o mundo.

A universidade subiu dois lugares  (no ano passado estava em 17º) e é a única brasileira no ranking. Na América Latina, apenas mais uma instituição entrou no lista: a Universidad Austral, da Argentina, que ficou na 17º posição.

Liderando a lista das melhores e mais jovens está The Hong Kong University of Science and Technology, de Hong Kong (1º),  Nanyang Technological University (NTU), de Singapura (2º), e KAIST – Korea Advanced Institute os Science and Technology, da Coreia do Sul (3º).

O rankings é composto por seis indicadores. A reputação acadêmica da instituição, levantada por meio de uma pesquisa internacional,  é o maior componente, com 40% da nota, seguido pela proporção de professores em relação ao número de alunos (20%), pela proporção de citações acadêmicas por professor (20%), pela reputação da universidade no mercado de trabalho (10%) e pela proporção de professores (5%) e estudantes (5%) estrangeiros.

Por Chris Bueno

Cinema e astronomia

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Astronomia e cinema são duas coisas que combinam muito bem. Tanto que todos os meses o Centro de Divulgação da Astronomia – Observatório Dietrich Schiel do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo, de São Carlos, promove seções gratuitas de filmes sobre o tema. As seções acontecem aos domingos, às 20h, no Auditório do Observatório Dietrich Schiel.

Em fevereiro, as seções estrearam com o documentário “O Universo de Stephen Hawking: Filme 1: Ver para Crer”, que aborda a evolução da astronomia com base nos pensamentos de Stephen Hawking, um dos mais importantes cientistas da atualidade. No dia 09 de fevereiro será exibido o documentário “O Universo de Stephen Hawking: Filme 2: no Princípio”, que aborda a teoria do Big Bang e a colaboração da Igreja nas descobertas sobre a criação do Universo, também baseado nos pensamentos do cientista.

No dia 16 de fevereiro, será exibido o filme “Universo – Outros como o nosso”, que traz uma entrevista com Sylvio Ferraz Mello, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), sobre o Sistema Solar e outros sistemas semelhantes. O último filme do mês será “Espaçonave Terra: episódios 37 a 40”, uma série francesa de animação computadorizada que acompanha a trajetória da Terra durante sua translação de um ano.

Mais informações www.cdcc.usp.br/cda/cine-observatorio/2014/cine-observatorio.html 

 Por Chris Bueno

Na ponta do lápis, transporte público gratuito poderia ser uma grande economia para as cidades e para os cidadãos

Um articulista da conceituada revista The Economist resolveu botar na ponta do lápis o custo do transporte público e chegou à uma curiosa conclusão: se o transporte fosse gratuito seria mais barato, afinal boa parte do sistema burocrático envolvido (como guichês e cobradores) seriam deixados de fora da conta e o trânsito fluiria melhor, baixando os custos de manutenção dos ônibus. Abaixo algumas questões levantadas pelo autor e uma pequena ampliação sobre a discussão.
(crédito: jayanta behera/SXC)

(crédito: jayanta behera/SXC)

Pode parecer loucura, mas todo o sistema projetado para cobrar as passagens dos usuários custa – e muito – dinheiro.

Imagine, para começar, o custo de fabricação dos guichês de venda de passagem. Ok, é um custo que se dilui ao longo do tempo, mas é preciso fazer um investimento, fazer a manutenção e, de tempos em tempos, reformá-las por completo. Mas não são só os guichês, há aqueles que trabalham lá dentro, em diversos turnos. Qual o custo disso?

Tudo bem que o sistema de Bilhete Único barateou esse pedaço da “cadeia de cobrança”, mas e os funcionários que continuam dentro das linhas? Para o terror dos cobradores, no caso do Brasil, adivinhe? Eles perderiam sua função, mas também levariam a uma economia gritante no sistema todo (o custo com funcionários na linha cairia ao menos pela metade, seguindo essa lógica).

Mais rápido

Além disso os ônibus precisam ficar parados esperando a fila de passageiros subir nos veículos por apenas uma porta (das duas ou três disponíveis) e pagarem a passagem, afunilados por um sistema de grades e catraca. Isso com o motor ligado, ou seja, gastando combustível, sem contar o tempo perdido nesse processo por parte de todos os envolvidos.

Sem essa espera a viagem ficaria bem mais rápida, melhorando o custo/benefício do transporte – cada ônibus faz mais viagens com melhores médias de velocidade – e talvez aumentando a adesão ao sistema de transporte coletivo público, pois ficaria mais prático para quem tem compromissos agendados. É só entrar, esperar, saltar e pegar uma outra linha, de forma prática e rápida e sem preocupações.

Com maior adesão dos cidadãos, menos carros nas vias, menos problemas de congestionamento, mais rápidas as viagens, e (incrível) cada vez menos custos e cada vez mais praticidade. Em hipótese tudo fica cada vez melhor.

Bicicletas

Ah, e com poucos carros, uma outra galera que ficaria muito feliz seriam os ciclistas. Mais fácil e seguro chegar no trabalho, por exemplo. Mais opções para os usuários que poderiam, inclusive, fazer parte do circuito de bicicleta e outra parte de ônibus (podíamos até incluir metrô e trem nessa equação, não?).

Poderíamos falar também na economia da manutenção das vias públicas, mas essa é uma questão complexa. Teríamos que pensar questões básicas como se haveria vias exclusivas para ônibus, com reforço em concreto (pois os ônibus são pesados) e outras diversos itens. Então deixemos essa questão para os engenheiros.

Outra questão em aberto seria a economia com a manutenção dos ônibus, pois uma melhoria no asfalto no longo prazo teríamos menos buracos, menos impacto sobre o maquinário, menor custo com a troca de peças (que também seria impactado com a menor troca de marchas e frenagens se formos considerar que esse tráfego fluiria melhor).

E para quem não abre mão da comodidade de um carro (afinal é um direito ter um) a proposta do pedágio urbano é uma ótima ideia. É ótima ao menos para quem não tem sentimentos intensos e irracionais pelo seu automóvel.

Claro que as entregas poderiam – ou não – ficar mais caras, pois seria necessário dividí-las em vans em maior número (o nome da otimização disso é logística, não?), mas o ganho com esse tipo de pedágio poderia ir diretamente para o transporte público.

Também vamos deixar de lado as questões sobre qualidade de vida e bem estar dos cidadãos, diminuição dos níveis de estresse, o conforto sonoro, a melhoria da qualidade do ar e consequentemente o impacto disso tudo na saúde. O impacto econômico nas famílias de baixa renda então, é outro universo a ser explorado.

Enfim, algumas questões, nem todas respondidas com a acuidade técnica necessária. Nem por isso uma hipótese a ser descartada.

Por Enio Rodrigo

Arte e Ciência no Palco traz espetáculos para Vinhedo

Arte e Ciência no Palco traz espetáculos para Vinhedo O Arte e Ciência no Palco (ACP) é um projeto criado em 1998 por Carlos Palma e Adriana Carui, com o objetivo de trazer ao Brasil a peça Einstein, assistida por Palma no Chile alguns anos antes. Há quatorze anos no país, Einstein chega agora a Vinhedo, na companhia de outro espetáculo – Big Big Bang Boom! –, como parte e encerramento da programação da Empírika – Feira Ibero-americana da Ciência, Tecnologia e Inovação.

De autoria de Gabriel Emanuel, tradução de Rosamaria Franceschini e direção de Sylvio Zilber, a peça Einstein humaniza o cientista ao percorrer os vários aspectos da personalidade do gênio, do jeito engraçado como narra sua infância à dor de sua desatenção familiar e sua vocação solitária. Alcança o ápice quando trata da relação ciência e poder, compondo com íntima dramaticidade a história do maior cientista do século 20. Carlos Palma, no papel de Einstein até hoje, ganhou o Prêmio Mambembe de melhor ator em 1998. A peça já esteve em mais de 350 cidades e, segundo o ator, conta com a aprovação e enorme consideração de Emanuel, que já a assistiu duas vezes.

O outro espetáculo trazido pela companhia para o Teatro Municipal de Vinhedo é Big Big Bang Boom!, com direção do próprio Palma, indicado ao Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem em 2010 na categoria especial. “Motivado pelo Ano Internacional da Física em 2009, e diante dos restos cenográficos que entulhavam meu estúdio, comecei a criar algo que remetesse à astronomia”, conta Palma, “Depois veio a lembrança do carnaval da Unidos da Tijuca em 2004, quando tive o privilégio de sair como Einstein no carro que abria o desfile… Pensei e pensei e decidi fazer um desfile de minicarros alegóricos que transitasse pelos momentos significativos da astronomia. A partir daí as ideias começaram a brotar, os atores também colaboraram e surgiu a Maria, que encantada pela viagem através do universo começa a perder suas coisas mais preciosas…. daí pra solução do seu problema foi um pequeno passo”. Na peça, Maria, ao lado de Big e Bang – dois personagens partículas do início de tudo – irão pôr ordem no Universo, feito de partes de sonhos e de fantasias.

Essa é a primeira vez que o ACP se apresenta em Vinhedo. Carlos Palma se diz curioso, mas sempre com uma expectativa positiva: “Sei que o que fazemos vai além do sentido educacional que muitas vezes carrega um significado ‘didático’ preconceituoso. O conhecimento produzido pelo ser humano tangencia com o fazer artístico, se conectam e se dissolvem em pensamentos, filosofias, manifestações criativas que só podem fazer o bem. O teatro certamente é o espaço mais indicado para que a tragédia e a comédia da evolução do conhecimento se configurem como arte revelando a verdadeira face do homo sapiens, sua imensa ignorância”.

A apresentação dos dois espetáculos encerra a realização da Empírika 2012 – Feira Ibero-americana de Ciência, Tecnologia e Inovação, que teve início no dia 23 de outubro. O evento foi organizado no Brasil pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Unicamp e da Articulando Educação e Cultura, e na Espanha pela Fundação 3Cin, da Universidade de Salamanca.

Mais informação está disponível em http://www.empirika.org, bem como nas redes sociais do evento, Facebook (http://www.facebook.com/empirika) e Twitter (@Empirika_2012).

 

Serviço

Peça: Big Big Bang Boom!

  • Data: 02 de novembro às 19h e 03 de novembro às 16h
  • Local: Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus – Vinhedo/SP
  • Duração: 60 minutos
  • Entrada franca
  • Recomendação: a partir de 03 anos

Peça: Einstein

  • Dias: 09 e 10 de novembro, às 20h
  • Local: Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus – Vinhedo/SP
  • Duração: 70 minutos
  • Entrada franca
  • Recomendação: a partir de 14 anos

Informações

Gisele Figueiredo

gisele@artculando.com.br

fone: 11-9 9157 1057

Mayra Taves

mayra@ artculando.com.br

fone: 19-9633 2944

Workshop aborda a comunicação interna como ferramenta para disseminar a cultura de inovação

Estão abertas as inscrições para o workshop “Comunicação interna: como disseminar a cultura de inovação?”. Estão abertas as inscrições para o workshop “Comunicação interna: como disseminar a cultura de inovação?”.

O treinamento integra o 5º Open Innovation Seminar – principal evento de inovação aberta da América Latina – e será realizado no dia 14 de novembro, das 14h às 18h, no hotel Transamérica em São Paulo (Av. das Nações Unidas, 18591, Santo Amaro).

O objetivo é capacitar profissionais de gestão, comunicação e inovação para a utilização dos canais de comunicação organizacionais no engajamento e motivação dos colaboradores em processos de mudanças internas e quebra de paradigmas para promover a cultura da inovação. Além de apresentar conceitos de comunicação interna e de inovação, a atividade contará com a apresentação de cases de sucesso de empresas envolvidas com projetos de inovação.

O workshop será ministrado pela diretora da Tinno Comunicação, Flávia Fonseca, especializada no desenvolvimento e execução de projetos de comunicação para empresas e organizações ligadas a tecnologia e inovação. O gestor de Comunicação Interna da Fiat, Othon Maia, e a gestora de Ciências da Natura, Luciana Vasquez, também participarão como palestrantes convidados.

Informações e inscrições: www.openinnovationseminar.com.br/2012/Cursos.php

Abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Icict / Fiocruz

Abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Icict / FiocruzO Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz –

PPGICS/Icict está com as inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado, com admissão no primeiro semestre de 2013.

Os cursos se destinam a profissionais que atuam nos campos da Informação e Comunicação em Saúde ou correlatos e que desejem aprofundar e qualificar sua inserção nesses campos. As linhas de pesquisa a serem estudadas são:

- Informação, Comunicação e Inovação em Saúde e
- Informação, Comunicação e Mediações em Saúde.

Para o mestrado foram destinadas 12 vagas e para o doutorado, seis. As inscrições deverão ser feitas de 10 de setembro a 10 de outubro de 2012, pelo site da Plataforma Siga (www.sigass.fiocruz.br), seguindo as indicações:inscrição > Informação e Comunicação em Saúde – Icict.

O curso e as inscrições são gratuitos. Outras informações podem ser obtidas pelo endereço: www.ppgics.icict.fiocruz.br