Declaração de Toronto aponta centros de ciência como agentes de mudança

Documento, lançado ao final do 5º Congresso Mundial de Centros de Ciência, que aconteceu entre 15 e 19 de junho, em Toronto, estabelece agenda inspiradora para os centros de ciência no mundo

Leia a declaração na íntegra


Mais de 400 delegados de 51 países estiveram reunidos em Toronto, Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho, para o 5º Congresso Mundial de Centros de Ciência. Dirigentes dos centros de ciência mais importantes do mundo discutiram com colegas de instituições acadêmicas, corporações e governos as ações necessárias para aproximar o público da ciência.

O evento, promovido pelo Ontario Science Centre, realizou-se pela primeira vez na América do Norte. O primeiro encontro aconteceu na Finlândia (1996), seguido de Índia (1999), Austrália (2002) e Brasil (2005).

Ao final do encontro, a comunidade internacional de centros de ciência aprovou a Declaração de Toronto, comprometendo-se, pela primeira vez, com uma série de metas conjuntas. Como novo ponto de referência para os congressos, o documento estabelece seis compromissos chave que visam guiar as redes regionais e seus membros até o 6º Congresso Mundial de Centros de Ciência, que acontecerá na África do Sul, em 2011.

“Este é um marco em nosso campo”, afirmou Lesley Lewis, presidente do Ontario Science Centre e atualmente presidente da Associação de Centros de C&T (ASTC, sigla em inglês). “Pela primeira vez, centros de ciência de todo o mundo trabalharam juntos para estabelecer uma declaração que identifica os problemas que o setor enfrenta globalmente. Hoje estamos comprometidos com uma série de ações que nos guiarão pelos próximos três anos”, disse.

Lewis acrescentou que as idéias que surgiram da consulta às redes regionais de centros de ciência de diferentes partes do mundo serão motivadores poderosos para se começar a agir.

Entre outros pontos, os participantes do Congresso concordam que, atualmente, a alfabetização científica é tão importante como outros tipos de ensino. Os centros de ciência têm, nesse contexto, relevância em todos os setores da população, tendo se convertido em importantes espaços de convergência entre ciência e sociedade. Tais instituições atuam além de limites geográficos, econômicos, políticos, religiosos e culturais, e têm impacto sobre o bem-estar, a educação, as projeções e as habilidades das gerações atuais e futuras.

Confira os principais pontos da Declaração de Toronto:

- Nós, participantes do 5º Congresso Mundial de Centros de Ciência, acreditamos que a ciência é uma ferramenta importante para uma vida melhor em nosso planeta;

- Defendemos que os cidadãos tenham acesso aos centros de ciência e a seus serviços, em sua própria região. Usaremos nosso conhecimento e experiência coletivas para ajudar a expandir as atividades de nosso setor para lugares em que os centros de ciência sejam necessários e solicitados, mas onde ainda não estejam estabelecidos;

- Comprometemo-nos a trabalhar juntos para ultrapassar barreiras culturais, físicas, sociais, econômicas e geográficas, para envolver e conectar as pessoas com a ciência;

- Buscaremos ativamente aqueles temas relacionados com a ciência e a sociedade, onde as vozes dos cidadãos devam ser ouvidas, e asseguraremos que se promovam diálogos;

- Trabalharemos juntos para identificar como os centros de ciência podem contribuir com o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas;

- Buscaremos financiamento e mecanismos que permitam um futuro melhor para todos, por meio da colaboração global em temas de relevância local, nacional e global, incluindo a consciência ambiental, a educação científica e a inovação.

A Declaração de Toronto foi elaborada por um comitê de seis membros, líderes da comunidade internacional de centros de ciência: Graham Durant (Austrália), Emlyn Koster (EUA), Pelle Persson (Finlândia), Julia Tagüeña (México), Tuan Chew (Cingapura) e Leslie Lewis (Canadá), que dirigiu o grupo.

O documento foi a revisado, ampliado e aprovado por representantes das redes regionais de centros de ciência de todos os continentes, incluindo Asia Pacific Network of Science and Technology Centres (Aspac), Association of Science-Technology Centers (ASTC), Chinese Association of Natural Science Museums, European Network of Science Centers and Museums (Ecsite), National Council of Science Museums India, Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y el Caribe (Red Pop) e Southern African Association of Science and Technology Centres (Saastec).

A declaração pode ser assinada por meio do link http://www.5scwc.org/TheTorontoDeclaration/tabid/133/Default.aspx#sign.

Outras informações sobre o 5º Congresso de Centros de Ciência podem ser obtidas no site http://www.5scwc.org.

* Jornal da Ciência (Informações do Boletim da Red Pop)

Add comment 2 Julho 2008

Workshop Sul-Americano de Mediação em Museus e Centros de Ciência

De 1 a 6 de setembro de 2008

Organizadores: Museu da Vida / Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz, Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe (Red Pop), Medialab/Scuola Internazionale Superiore di Studi Avanzati (SISSA) (Itália), Projeto Dotik – European Training for Young Scientists and Museum Explainers, Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Não Formal e Divulgação em Ciência da Área de Ensino de Ciências e Matemática (GEENF), Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) (Brasil), Museo Interactivo Mirador (Chile), Maloka (Colômbia), Ciencia Viva (Uruguai), Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) (Brasil), British Council. Apoio: CNPq (Eventos), Pro-Sul.

Evento comemorativo dos 10 anos do Museu da Vida.

Objetivos: Compartilhar experiências e colocar em discussão a mediação em museus e centros de ciência. Serão dois eventos consecutivos. O primeiro, o Workshop Sul-Americano de Mediação em Museus e Centros de Ciência, focará nas questões específicas da região e visa levar ao estabelecimento de intercâmbio e cooperação entre as organizações latino-americanas, podendo se tornar mais uma pedra fundamental para construção de relações visando futuras colaborações na região. O segundo evento, a Escola de “Mediação em Museus e Centros de Ciência”, trará contribuições de outras regiões, a saber Europa, Estados Unidos e Malásia. Os eventos serão compostos de palestras, mesas-redondas e oficinas. Entre as questões que permearão as discussões estão: concepções de mediação em museus e centros de ciência, tecnologia, arte e cultura; o papel dos mediadores; estratégias de capacitação desses profissionais.

Público-alvo: Mediadores e outros profissionais que atuam em museus e centros de ciência, tecnologia, arte e cultura; diretores e gestores de tais organizações.

Programa: O evento conta com palestrantes de destaque na área da mediação em museus e centros de ciência, tecnologia e cultura, provenientes de diversos países, entre eles Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Malásia, México, Chile, Colômbia e Uruguai. Entre os palestrantes incluem-se: Anthony Richards (London Science Museum, Reino Unido), James Robert Bell (The Discovery Centre, Malásia), Sebastian Martin (Exploratorium, Estados Unidos); Andrea Motto (New York Hall of Science, Estados Unidos) e Paola Rodari SISSA Medialab (Itália). Estão confirmados também grandes nomes na área do país e da América Latina.

Local: Copacabana Mar Hotel, Rua Ministro Viveiros de Castro, 155, Copacabana, Rio de Janeiro (fica a 50 metros da estação de metrô Arcoverde; atrás do Copacabana Palace; estacionamento a 15 reais a diária)

Haverá tradução simultânea

Inscrições: As inscrições serão feitas no local (não haverá inscrições prévias). Os participantes devem no primeiro dia registrar-se nas oficinas; caso haja muita demanda, algumas oficinas serão oferecidas duas vezes. O evento é gratuito.
Informações: nestudos@fiocruz.br

Add comment 1 Julho 2008

Planetário Inflável é atração no Museu de Astronomia

Cúpula projeta a simulação de uma noite estrelada; a entrada é franca

No sábado, dia 28 de junho, um Planetário Inflável estará à disposição dos visitantes do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast). A cúpula projeta a simulação de uma noite estrelada, o que permite ao público aprender sobre o céu e seus movimentos. O evento começa às 16h e a entrada é gratuita. O MAST fica na Rua General Bruce, 586, São Cristóvão.

Com 3,2 metros de altura e 6,4 metros de diâmetro, o planetário comporta até 30 pessoas em cada apresentação. O objetivo da atividade é explicar como funciona a dinâmica dos movimentos celestes, além de apresentar os planetas do sistema solar e a mitologia grega associada às constelações. A observação na cúpula inflável acontece todos os 4º e 5º sábados do mês.

Ainda no sábado, logo após a simulação na cúpula inflável, é hora de observar o céu “de verdade”. A partir das 17h30, o público conhece galáxias, estrelas e planetas através de telescópios e lunetas. A entrada também é franca. A observação do céu desenvolve-se em duas partes. A primeira prepara o público através da projeção de vídeos com temas astronômicos. Na segunda, os visitantes vão para a área externa do Museu e observam, através de grandes telescópios, uma série de astros, como aglomerados de estrelas, nebulosas, estrelas duplas, planetas e a Lua. Um astrônomo ou monitor especializado conduz a observação e esclarece dúvidas. A observação é realizada todas as quartas e sábados, sempre de 17h30 às 20h.

No domingo, dia 29, a partir das 16h, o Museu abre as portas para o mundo fantástico dos deuses gregos. Neste mês, a oficina “Contando Mitos” vai apresentar ao público infantil a história de Marte, deus da guerra que dá nome ao quarto planeta do sistema solar. Durante a atividade, contadores de história relacionam a mitologia com os aspectos astronômicos dos objetos celestes, como massa, composição química e brilho aparente. A entrada é franca. O “Contando Mitos” é promovido todo 5º domingo do mês.

* Jornal da Ciência (Assessoria de Imprensa do Mast)

Add comment 28 Junho 2008

Educação de surdos é debatida no Museu Exploratório

Comunicar-se por meio de sinais e aprender a ler e escrever em Português sem nunca ter ouvido uma palavra sequer nessa língua. Esses e outros desafios e dificuldades na educação de surdos foram mote para o Seminário ao Pôr-do-Sol realizado pelo Museu Exploratório de Ciências da Unicamp nesta quinta-feira, dia 26 de junho.

A lingüista Zilda Maria Gesueli, docente e coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação (Cepre), da Unicamp, foi a convidada do mês e procurou descortinar para o público uma realidade ainda pouco presente na vida da maior parte das pessoas.

Ávido por informações e por compreender melhor as especificidades da educação para pessoas que não escutam, o público interagiu intensamente com Zilda, transformando o seminário em um animado bate-papo, com grande troca de impressões e reflexões.

Zilda salientou o fato de que a deficiência auditiva, ao contrário da visual, mental ou física, tem como elemento central a diminuição ou perda da capacidade de aquisição da linguagem (oral), fator determinante na construção do sujeito. “A linguagem tem um papel importantíssimo na nossa vida e no caso dos surdos isso fica bastante comprometido”, pontuou.

Segundo ela, o trabalho multidisciplinar desenvolvido no Cepre com pessoas surdas tem como apoio teórico o modelo sócio-antropológico da surdez, que não a classifica como uma doença, e sim como uma diferença. Por esse modelo, os surdos fazem parte de uma comunidade lingüística minoritária, que não se comunica oralmente, e sim por meio de sinais, e que tem identidade e cultura própria. “A língua está fortemente vinculada à identidade”, ressalta Zilda. Daí a necessidade de uma educação bilíngüe/bicultural (Língua Brasileira de Sinais e Português), mas com conhecimento formal acessado via língua de sinais, que deve ser a ‘primeira língua’ aprendida. “É importante que a criança tenha contato o quanto antes com essa língua”, enfatiza.

A pesquisadora aponta também a importância da inserção do indivíduo na comunidade surda para a formação de sua identidade e para a aquisição dessa linguagem. “A criança precisa do contato com a comunidade surda, com o adulto surdo, para desenvolver essa língua e adquirir sua cultura”, diz. Segundo ela, a comunidade surda ganha cada dia mais espaço reivindicatório e, na formação individual, o papel da família tem se revelado extremamente importante.

:: Marina Mezzacappa ::

Add comment 27 Junho 2008

Livro traz nova abordagem em Neurolingüística

Uma nova abordagem neurolingüística. É isto o que propõe o livro Neurolingüística Discursiva: teorização e prática clínica, desenvolvido pelo grupo de pesquisa do Projeto Integrado em Neurolingüística do Instituto de Estudos da Linguagem - IEL da Unicamp. O livro, que será lançado no segundo semestre pela Editora da Unicamp, é o primeiro a ser desenvolvido pelo grupo, que reúne pesquisadores das áreas de Lingüistica, Letras e Fonoaudiologia.

O trabalho faz uma compilação de algumas pesquisas realizadas pelo grupo que se mostraram extremamente importantes para se refletir a respeito da relação do cérebro, da linguagem, e do corpo, mas que até então estavam restritas às teses. “A idéia é pegar o trabalho que este grupo realiza, tirá-lo das teses e dissertações e colocá-lo em um veículo a que mais pessoas tenham acesso”, explica Maria Irma Hadler Coudry, professora livre-docente do Departamento de Lingüística da Unicamp, coordenadora do grupo e uma das organizadoras do livro.

O objetivo é divulgar e compartilhar com a população as pesquisas desenvolvidas pelo grupo. Os temas abordados são diversos, indo de uma base mais teórica – como pressupostos da Neurolingüística Discursiva e sua relação com outras áreas do conhecimento, como a Fonoaudiologia – até a descrição de casos estudados pelo grupo, abordando a relação cérebro, linguagem, corpo e percepção, passando por análises da linguagem em patologias – como autismo, síndrome de Down, doenças degenerativas (Parkinson e Alzheimer) – e também por questões relacionadas à leitura e escrita (como a dificuldade de aquisição dessas duas habilidades por crianças e adolescentes). “A importância que vemos na divulgação desses trabalhos é a de trazer reflexões sobre o funcionamento da linguagem, a partir de uma visão sócio-histórica na qual consideramos o entorno da pessoa para avaliar e encaminhar o processo terapêutico”, explica Micheli Alessandra da Silva, lingüista e uma das organizadoras do livro.

“O livro surge com o objetivo de colocar a discussão sobre linguagem e patologia na mídia e na ciência e elucidar pontos de vista”, afirma Coudry. Segundo a pesquisadora, a ausência de reflexão sobre a linguagem na mídia, nas escolas, e mesmo nas próprias universidades acaba causando equívocos, às vezes graves, como diagnosticar uma criança com dificuldades de leitura e escrita como portadora de uma deficiência, como dislexia ou transtorno de atenção – levando-a muitas vezes a tomar uma medicação desnecessária ou a abandonar a escola. Ou ainda, não trabalhar com pacientes que tiveram uma lesão cerebral que afetou a linguagem, impedindo que, através de uma terapia correta, possa recuperar grande parte da linguagem afetada. Esses são apenas alguns dos casos abordados no livro pelas pesquisadoras, que também trabalham dando assistência a pessoas com distúrbios de linguagem, doenças degenerativas, e com crianças e adolescentes com dificuldades de leitura e escrita.

O que o livro propõe é que se tenha uma nova visão sobre a linguagem, especialmente em casos de patologia. Diferindo-se dos métodos tradicionais, que explicam a linguagem através da própria linguagem, essa nova abordagem tenta explicar a linguagem na história, na sociedade e no sujeito. “É preciso entender o que o sujeito quer dizer, as hipóteses que faz, os recursos que utiliza. Não dá para apenas dizer que ele não consegue mais usar a linguagem, ou que a usa de forma errada, ou ainda que não existe mais linguagem”, aponta Coudry. Tanto nos casos de dificuldade de leitura e escrita como no de lesão cerebral, o importante é fazer o sujeito colocar em prática essa linguagem, através de atividades contextualizadas, que façam sentido para eles. Ou seja, nada de exercícios de repetição de sílabas, cópias, ditados ou listas de palavras, que ainda são a base da terapia para pessoas com algum distúrbio lingüístico – e que também são a base utilizada na maioria das escolas para trabalhar com os alunos “que não acompanham” a classe. A proposta é utilizar a linguagem num contexto real, colocá-la em prática conversando, brincando, comentando notícias, assistindo filmes. Ou seja, “A gente só aprende a falar, falando. E só recupera a fala falando também”, afirma Coudry.

:: Chris Bueno ::

Add comment 26 Junho 2008

Uma Universidade para a América Latina

A América Latina vai ganhar uma universidade que integrará o continente através do conhecimento. A Universidade Federal de Integração Latino-Americana (UNILA) será inaugurada no segundo semestre de 2009 em Foz do Iguaçu (PR), na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai – os três países responsáveis pelo projeto. A UNILA será a primeira universidade pertencente ao sistema público de educação com o objetivo de expandir e integrar o ensino superior da região, visando à formação de recursos humanos em prol do desenvolvimento comum.

A universidade deverá receber 10 mil alunos e 500 professores advindos de todos os países da América Latina em um prazo de cinco anos. A data e a forma de seleção dos alunos ainda não foram definidas, mas uma das hipóteses é a seleção dos alunos brasileiros através do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e a criação de um sistema semelhante ao ENEM adaptado aos estudantes latino-americanos. Metade das vagas será destinada a alunos brasileiros, e a outra metade deverá atender alunos de todos os países da América Latina. Os professores também serão divididos da mesma forma: metade brasileiros, e metade de outros países latino-americanos.

A UNILA deverá oferecer cursos de graduação, mestrado e doutorado em ciências e humanidades, em áreas de interesse comum para o desenvolvimento da América Latina. A ênfase será em temas envolvendo exploração de recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças, estudos sociais e lingüísticos regionais, relações internacionais e demais áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a integração regional. Os cursos de graduação e pós-graduação, além das pesquisas, devem obedecer a um novo modelo acadêmico, cujo molde ainda está sendo estudado. O projeto também prevê que a universidade seja bilíngüe para abrigar alunos de diferentes nacionalidades. Desta forma, o ensino e a prática das línguas portuguesa e espanhola farão parte do cotidiano da instituição.

A universidade será implantada em Foz do Iguaçu (PR), em um terreno de quase 40 hectares cedido pela Itaipu Binacional. A área fica estrategicamente situada em um espaço entre o Ecomuseu e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Ainda não há data prevista para início ou entrega da obra. Enquanto a sede da instituição é construída, as aulas deverão acontecer provisoriamente no PTI, onde dois grandes blocos (totalizando cerca de três mil metros quadrados) serão reformados para este fim. O Projeto de Lei 2878/08, que prevê a criação da UNILA, ainda tramita no Congresso Nacional. Enquanto isso, a Comissão de Implantação da UNILA, instituída Ministério da Educação brasileiro (MEC) em março deste ano, reúne-se mensalmente para discutir e avaliar as melhores formas para conduzir a criação da nova instituição.

:: Chris Bueno ::

Add comment 24 Junho 2008

UFSC inicia montagem de pequeno Museu de Ciência

A UFSC iniciou na segunda-feira, 16/6, a montagem de oito brinquedos interativos de grande porte no campus universitário. Os equipamentos estão sendo implantados entre o Planetário e o Observatório Astronômico. Um giroscópio, uma bicicleta suspensa, gangorras, balanços e um ´telefone sem fio`, estão entre os instrumentos que darão origem a um pequeno museu de ciência ao ar livre na universidade.

A iniciativa associa a possibilidade de que a UFSC amplie suas atividades de divulgação da ciência ao desafio de sensibilização de autoridades para a construção do primeiro museu de ciência do Estado – o Parque Viva a Ciência, projetado para o aterro da Baía Sul, em Florianópolis (leia mais abaixo).

Enquanto a proposta do parque aguarda liberação do terreno, já solicitado à Secretaria de Patrimônio da União, a UFSC monta seu cantinho da ciência. Com os oito brinquedos, adquiridos de fabricantes que produzem materiais para museus de outros estados, vai incentivar crianças e adultos a tomarem contato com conceitos importantes, curiosos e complexos da física.

Mas, explica Nelson Canzian da Silva, um dos professores envolvidos com o projeto, não há a expectativa de que a visitação seja uma aula sobre acústica, gravidade, ressonância magnética ou oscilação. “Há diferentes filosofias relacionadas aos parques de ciência”, lembra o professor que há anos se preocupa com a popularização de conceitos da física.

Segundo ele, uma concepção bastante comum leva em conta que as pessoas não vão a um museu para aprender sobre física ou outra ciência. É preciso dar ao visitante a liberdade de ser guiado por sua curiosidade e, se ele quiser dirigir perguntas aos monitores, procede dessa forma. Ou simplesmente experimenta e interage com aquilo que chama mais sua atenção, fica sensibilizado com os equipamentos e acaba tomando contato com um novo vocabulário.

O professor lembra que o processo lúdico e de encantamento com os equipamentos pode funcionar como uma introdução ao mundo da ciência. No caso de visitas de escolas, abre possibilidades para que os assuntos sejam retomados em sala de aula.

Implantado com recursos do CNPq e da Finep, o pequeno museu ao ar livre da universidade será também mais uma possibilidade para recepção dos estudantes nas visitas agendadas pelo projeto “Venha conhecer a UFSC”. Esse projeto permite que, todas as semanas, estudantes de colégios de ensino fundamental e médio façam um tour pela universidade. Localizados junto ao Planetário e ao Observatório Astronômico, os novos equipamentos vão ampliar a interação da sociedade com a UFSC.

Outras informações com o professor Nelson Canzian, fone 3721 9234, e-mail: canzian@fsc.ufsc.br / ou com Edna Silva, fone 3721-9241

Saiba Mais:

Equipamentos que serão instalados na UFSC:
- Giroscópio
- Bicicleta Suspensa
- Cadeira Auto-Elevatória
- Balanços Desiguais
- Gangorras assimétricas
- Conjunto de Tubos Seletores de Freqüência
- Tubos de Atraso de Som
- Refletores parabólicos

O Parque Viva a Ciência
A proposta do Parque Viva a Ciência é implantar, no aterro da Baía Sul, em Florianópolis, nas proximidades do Armazém Vieira e do Terminal Urbano do Saco dos Limões, um espaço voltado para o lazer, a educação e a divulgação científica.

Á frente da iniciativa está a Associação Parque Viva a Ciência, uma instituição sem fins lucrativos, criada em 2006 para articular pessoas e recursos necessários à criação de um museu de ciências interativo em Florianópolis. Através dessa associação a proposta vem sendo negociada junto a diversas instâncias, entre elas Prefeitura Municipal de Florianópolis, Câmara de Vereadores, Governo do Estado, Assembléia Legislativa e Governo Federal.

A iniciativa prevê a construção de um Centro de Divulgação Científica, com espaços para exposições permanentes e temporárias, com instalações e equipamentos interativos sobre temas da Antropologia, Biologia, Engenharia, História, Física, Matemática e Química. O centro deve também abrigar biblioteca, auditório, salas de aula e laboratórios. O projeto do parque Inclui ainda a implantação, no mesmo terreno, de um Planetário, pistas para caminhadas, ciclovia, praça de esportes, parque infantil , lanchonete, restaurante e estacionamento.

Visite o site que traz informações sobre a proposta: www.vivaciencia.ufsc.br

* Por Arley Reis / Jornalista da Agecom da UFSC

Add comment 24 Junho 2008

The Toronto Declaration

Leaders from science centres and museums around the world met in Toronto, Ontario, Canada from June 14-19, 2008 for the Fifth Science Centre World Congress. 400 delegates from 51 countries participated, continuing the dialogue from previous gatherings in Finland (1996), India (1999), Australia (2002) and Brazil (2005).

Each year, 290,000,000 citizens actively participate in the exhibitions, programs, events and outreach initiatives organized by 2,400 science centres worldwide(1). Science centres stimulate curiosity and develop enquiring minds. They change people’s lives, influencing their attitudes and thinking. Research shows that science centres demystify science, conveying its beauty, showing its necessity and making it accessible to the general public. They foster positive attitudes towards science, help people to appreciate the context of scientific advances and understand how science affects their lives.

In 2008, science literacy is as important as other forms of literacy and numeracy. It is also a powerful tool for social inclusion. Science centres have relevance to all sectors of the population and have become important meeting places for science and society. They operate across geographical, economic, political, religious and cultural boundaries. They impact the well-being, education, achievement and skills of current and future generations. They are safe places for difficult conversations.

Around the world today, science centres:

* are highly-visible and trusted hubs of activity, dialogue and discourse about science and technology
* support the skills needed for effective problem-solving, creativity, innovation, critical thinking and decision-making, therefore enhancing lifelong learning of science and technology
* are important resources for the formal education system and contribute to strengthening the knowledge bases of their respective societies
* influence the motivation of students, the learning process and their career choices
* empower teachers, introducing them to more effective ways of teaching science, mathematics and technology
* create important platforms for the increasing number of virtual visitors engaging with science – and with each other – using on-line and digital technologies
* influence research and museology related to science communication, education and engagement
* present global knowledge of science and technology within the local reality
* are trusted places of inclusion and equity where the public can actively engage with critical issues which affect society
* form strategic partnerships to help address important local, national and global challenges

At the Fifth Science Centre World Congress, delegates shared expertise and developed common agendas for action. A new era of global cooperation respecting local cultures is needed if we are to successfully live on a planet with diminishing resources and significant environmental challenges. Science centres can be a powerful force for good. Children who attend our science centres are growing up in a rapidly changing world and can become critical “agents of change” so that everyone can have a better future. Teens and university students who participate in science centre programs are tomorrow’s leaders and decision makers. Adults who visit our centres and get involved re-engage with science and become better positioned to understand the context of scientific discoveries and contribute to dialogue on topics such as climate change, human health, the need for renewable energies, water shortages and HIV/AIDS.

We, the participants in the Fifth Science Centre World Congress, believe that science is an important tool for a better life on our planet.

We advocate that all citizens should have access to a science centre or its services in their own region. We will use our collective expertise and experience in helping to expand the activities of our sector to places and communities where science centres are needed and wanted but not yet established.

We commit to work together to overcome cultural, physical, social, economic and geographic barriers to engage and connect people through science.

We will actively seek out issues related to science and society where the voices of citizens should be heard and ensure that dialogue occurs.

We will work together to identify how science centres can contribute to the achievement of the United Nations Millennium Goals.

We will search for funding and mechanisms to create a better future for all through global engagement with issues of local, national and global relevance, including environmental awareness, science education and innovation.
At the Sixth Science Centre World Congress, to be held in Cape Town, South Africa in 2011, we shall assess the extent to which we have, as individual institutions and collectively, moved forward on the goals established here.

Fifth Science Centre World Congress
June 19, 2008

Toronto Declaration Endorsed By:
ASPAC – Asia Pacific Network of Science and Technology Centres
ASTC - Association of Science-Technology Centers
Chinese Association of Natural Science Museums
ECSITE – European Network of Science Centers and Museums
NSCMIN - National Council of Science Museums India
RedPop – Network for the Popularization of Science and Technology in Latin America and the Caribbean
SAASTEC – Southern Africa Association of Science and Technology Centres

(1) data collected in 2008 by regional networks around the world

* 5th Science Centre World Conference

Download a PDF of the Toronto Declaration

Add comment 20 Junho 2008

Crianças fazem relógio solar no Museu de Astronomia

Oficina “Faça Você Mesmo” acontece domingo, dia 22, às 16h; a entrada é franca

No domingo, Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) recebe o público infantil para a construção de relógios solares. Em cada edição da oficina “Faça Você Mesmo”, que acontece todo 4º domingo do mês, o visitante é convidado a construir um diferente aparato científico. A entrada é gratuita.

Um dia antes, no sábado (21), o público terá a oportunidade de realizar uma visita orientada na qual é possível explorar o sistema solar em escala. Representações dos planetas estão espalhadas proporcionalmente pelos jardins do museu, o que torna mais fácil a comparação entre os diâmetros e as distâncias dos astros.

Sempre acompanhados por um mediador, os visitantes conhecerão ainda um pouco da história do conjunto arquitetônico do Mast e encontrarão diferentes lunetas, inclusive algumas das maiores do Brasil. A visita dura cerca de uma hora e é dirigida para o publico geral. A atividade é gratuita e acontece às 16h.

Ainda no sábado, um pouco mais tarde, a partir das 17:30h, o museu promove a Observação do Céu. Através de telescópios e lunetas, o público conhece galáxias, estrelas, planetas e outros astros estudados pela Astronomia. A entrada também é franca.

A observação do céu desenvolve-se em duas partes. A primeira prepara o público através da projeção de vídeos com temas astronômicos. Na segunda, os visitantes vão para a área externa do Museu e observam, através de grandes telescópios, uma série de astros, como aglomerados de estrelas, nebulosas, estrelas duplas, planetas e a Lua. Um monitor especializado conduz a observação e esclarece dúvidas. A observação é realizada todas as quartas e sábados, de 17:30h às 20h.

* Jornal da Ciência (Assessoria de Comunicação do Mast)

Add comment 19 Junho 2008

Seminários ao Pôr-do-Sol

Surdez: linguagem e educação

Pretendemos abordar e discutir a história da educação de surdos, conceitos básicos da surdez e suas conseqüências sociais. Serão apresentadas as diferentes concepções de linguagem, de surdez e suas implicações educacionais. A relação sujeito/linguagem/identidade será abordada para o entendimento da comunidade surda enquanto minoria lingüística, usuária da língua de sinais.

Palestrante

Zilda Gesueli

Graduada em Lingüística e Mestre em Lingüística pelo Instituto de Estudos da Linguagem - Unicamp. Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Unicamp. Docente e coordenadora desde agosto de 2007 do Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação “Prof. Dr. Gabriel Oliveira da Silva Porto” CEPRE - Faculdade de Ciências Médicas - Unicamp, onde também é docente do curso de Fonoaudiologia. Publicou diversos trabalhos, três capítulos de livros abordando questões de educação para surdos e é autora do livro “Cidadania, Surdez e Linguagem - Desafios e Realidades”.

* Os participantes receberão certificados

DATA
26 de Junho de 2008 - Quinta Feira

HORÁRIO
17h00

LOCAL
Tenda da Nano Aventura - Sede do Museu
Estrada Municipal Unicamp/Telebras, Km 1, s/n

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Até 26 de Junho
http://www.mc.unicamp.br/seminarios
comunicacao_mc@reitoria.unicamp.br
19-3521-1729

museu-email

Add comment 18 Junho 2008

Grande Dia reúne 86 equipes no ginásio da Unicamp

O Ginásio Multidisciplinar da Unicamp foi palco neste domingo, dia 15 de junho, de demonstrações de criatividade, dedicação e empenho por parte de alunos do ensino fundamental e médio. Eles participaram do Grande Dia, evento que reuniu as 86 equipes inscritas no Grande Desafio 2008, programa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp.

Os cerca de 415 participantes apresentaram seus protótipos, desenvolvidos ao longo de quase quatro meses, para a colheita de laranjas, uma das principais culturas do Estado de São Paulo. Também passaram por entrevistas com os avaliadores, quando puderam explicar como cada projeto foi concebido e desenvolvido, além de mostrar os diários de campo onde anotaram cada etapa da elaboração do protótipo.

A avaliação levou em consideração quesitos como criatividade, desempenho e processo de desenvolvimento. Ao todo, 23 equipes foram premiadas com livros, kits de ciências e viagens científico-culturais para conhecer a Estação Ciência, as instalações da empresa Máquinas Agrícolas Jacto S/A, que lançou recentemente a primeira colhedora de laranja do país, e a exposição Revolução Genômica, todas em São Paulo, além do Museu Asas de um Sonho, em São Carlos.

As equipes vencedoras vieram de diversas cidades do Estado, como Atibaia, Mogi Mirim, Praia Grande, Jundiaí, Itapira, Nova Odessa, Araras, entre outras. Ourinhos foi novamente representada pela equipe Sybots, vencedora do Grande Desafio 2007, que faturou nesta edição o prêmio Super Solução. As equipes do Colégio RGF, de Limeira, também se destacaram: foram premiadas nas três categorias (Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio). Os prêmios de melhor solução ficaram com as equipes Pequenos Inventores (Ensino Fundamental I), Coletores do Futuro (Ensino Fundamental II) e RGF Master (Ensino Médio). Também foram distribuídos diversos prêmios especiais, de modo a contemplar a persistência, garra e perseverança do maior número possível de equipes.

O evento contou também com show musical, que animou a platéia, em especial a ala teen feminina. O coordenador do Grande Desafio, Marcelo Firer, foi homenageado no encerramento da premiação. “O prazer que a gente têm é de ver a criançada se divertindo”, ressaltou.

:: Marina Mezzacappa ::

Add comment 15 Junho 2008

Ciência faz parte da cultura, ressalta Ildeu de Castro

MCT irá lançar editais do Ano Internacional da Astronomia; Centros de Referência para Ensino de Ciências e Matemática; Olimpíadas de Ciências e Matemática; e Programa Nacional de Feiras de Ciência

No dia 6 de junho, durante a mesa-redonda “Interiorização, Popularização de CT&I e Responsabilidade Social”, parte da programação do último dia do Congresso Abipti 2008, realizado de 4 a 6 deste mês, em Campina Grande (PB), o diretor do Depto. de Popularização e Difusão da C&T do MCT, Ildeu de Castro Moreira, ressaltou a importância da ciência como parte da cultura.

“Temos que ter uma visão de cultura mais ampla do que imaginamos e [entender] que a ciência faz parte dela”, disse.

Ildeu disse que outro desafio do país hoje é conseguir interagir as empresas com projetos de popularização da ciência. “Temos que criar essa cultura no Brasil. A Petrobras faz isso, mas precisamos de mais. A Petrobras tem consciência de que se não formamos mais engenheiros ficará difícil”. O diretor lembrou que durante as semanas nacionais de C&T, já realizadas, o ministério convidou empresas para participarem. ”Em 2006, por exemplo, por conta do centenário do vôo do 14 Bis, chamamos a Embraer, mas é um desafio.”

Lei Rouanet

Para Ildeu de Castro, a Lei Rouanet deve ser ampliada. “Precisamos de algo assim na área da ciência, já que a ciência é parte da cultura”. O diretor disse que grande parte dos recursos investidos pelos incentivos permitidos pela legislação são utilizados para marketing próprio das empresas. “A idéia não é essa, por isso precisamos rever a lei e ampliá-la”.

Professores

Marco Junio de Faria Godinho, da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), que é uma instituição associada à ABIPTI, lembrou, durante o debate, que a maioria dos professores de ciência da educação básica é formada em biologia, e, ainda, lembrou do déficit de professores de química e física. Godinho disse que se a formação de professores continuar como está o país estará formando “idiotas” com títulos de doutores.

“A formação de professor no Brasil é trágica”, disse Ildeu de Castro. O diretor lembrou que a Capes do Ministério da Educação começou a trabalhar com a educação básica no ano passado.

“O ministro Fernando Haddad disse, em reunião realizada no início deste ano, que a formação de professores é parte fundamental, assim como a educação continuada.” A reunião referida foi a do Conselho Técnico Científico (CTC) da Educação Básica da Capes, realizada no dia 11 de março.

Para Ildeu de Castro, as atuais reciclagens (de professores) não resolvem. Ele sugere que os governos estaduais acreditem nos professores. “Poderiam conceder bolsas. Eles [professores] deveriam ter a oportunidade de ir a um congresso de física, como o cara da universidade tem. Na Finlândia o professor da educação básica ganha igual a um professor universitário.”

O diretor disse que o governo está empenhado em aumentar as bolsas de iniciação científica para alunos do 2º grau (ensino médio). “Mas tem muita gente que acha que estagiário do 2º grau está lá para lavar vidro. Precisamos de políticas integradas. Se não mudarmos, continuaremos formando idiotas”, afirmou.

Editais

Ildeu de Castro apresentou os editais que serão lançados pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis do MCT). São eles: Edital: Ano Internacional da Astronomia – 2008/2009; Centros de Referência para Ensino de Ciências e Matemática [Finep-DEPDI/SECIS] – 2008/9; Olimpíadas de Ciências e Matemática [CNPq/MEC] – 2008/2009; e Programa Nacional de Feiras de Ciência [MEC] – 2008/9.

Sobre o edital nº 42/2007, voltado para apoiar projetos de popularização da ciência e tecnologia das universidades, instituições de pesquisa, museus, centros de ciência, planetários, fundações, entidades científicas e outras instituições, que deveria ter os resultados divulgados no dia 10 de março deste ano, o diretor explicou que a demanda foi maior que a capacidade que o CNPq tem de avaliar as propostas. Segundo ele, foram 1,2 mil projetos. O resultado deve ser divulgado ainda este mês, de acordo com Ildeu de Castro.

* Jornal da Ciência

Add comment 10 Junho 2008

Grande Desafio contará com a participação de mais de 80 equipes

Mais de 80 equipes formadas por alunos do ensino médio e fundamental do Estado de São Paulo participam do Grande Dia, no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp, no dia 15 de junho, a partir das 10 horas. Na ocasião serão conhecidos os protótipos desenvolvidos pelos próprios alunos com o objetivo de melhorar a colheita de laranjas, uma das principais culturas do Estado. A tarefa foi proposta aos adolescentes que se inscreveram no Grande Desafio 2008, cujo lançamento ocorreu em março último. A organização do evento, realizada pelo Museu Exploratório de Ciências, espera a participação de mais de 700 pessoas.

Uma comissão de julgadores fará avaliação dos protótipos e premiará as equipes que apresentarem as melhores soluções. A premiação dos projetos não avaliará apenas o desempenho dos equipamentos desenvolvidos, mas também a criatividade e suas apresentações, além do processo de trabalho. Os prêmios são viagens científico-culturais, livros, kits de ciências e outros brindes. Os projetos que mais se destacarem serão expostos na reunião anual da SBPC Jovem, que acontecerá de 14 a 18 de julho, na Unicamp. Seus autores também terão a oportunidade de conhecer as instalações da empresa nacional Máquinas Agrícolas Jacto S/A, que lançou recentemente a primeira colhedora de laranja do país. Além da apresentação dos protótipos e da premiação, a programação do evento terá show musical.

O Grande Desafio é um dos programas da Oficina Desafio, desenvolvida por uma equipe de profissionais da Unicamp em parceria com o Instituto Sangari. O projeto contou com apoio técnico do The Challenge, do The Tech Museum of Innovation, de San Jose, na Califórnia (EUA), programa que serviu de modelo para o Grande Desafio. (Colaborou Márcio Derbli).

SERVIÇO
Dia de testes: 24 e 31/05 e 7/06, a partir das 8h30, na sede do Museu.
Grande Dia: 15/06, a partir da 08h30, no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp.
Grande Desafio http://www.mc.unicamp.br/desafio/grande-desafio/
E-mail: grande-desafio@reitoria.unicamp.br

* Raquel do Carmo Santos e Márcio Derbli no Jornal da Unicamp

Add comment 9 Junho 2008

UFSC implanta “embrião” de um Museu de Ciência

Oito brinquedos interativos de grande porte serão montados no campus da UFSC, em Florianópolis

No espaço entre o Planetário e o Observatório Astronômico, bases de concreto esperam a chegada de um giroscópio, de uma bicicleta suspensa, de gangorras, balanços e um “telefone sem fio” (na verdade, refletores parabólicos), entre outros equipamentos que darão origem a um pequeno museu de ciência ao ar livre na universidade.

Os equipamentos poderão ser fixados nas estruturas a partir da segunda semana de junho. A iniciativa associa a possibilidade de que a UFSC amplie suas atividades de divulgação da ciência ao desafio de sensibilização de autoridades para a construção do primeiro museu de ciência do Estado – o Parque Viva a Ciência, projetado para o aterro da Baía Sul, em Florianópolis (leia mais abaixo).

Enquanto a proposta do parque aguarda liberação do terreno, já solicitado à Secretaria de Patrimônio da União, a UFSC monta seu cantinho da ciência. Com os oito brinquedos, adquiridos de fabricantes que produzem materiais para museus de outros estados, vai incentivar crianças e adultos a tomarem contato com conceitos importantes, curiosos e complexos da física.

Mas, explica Nelson Canzian da Silva, um dos professores envolvidos com o projeto, não há a expectativa de que a visitação seja uma aula sobre acústica, gravidade, ressonância magnética ou oscilação. “Há diferentes filosofias relacionadas aos parques de ciência”, lembra o professor que há anos se preocupa com a popularização de conceitos da física.

Segundo ele, uma concepção bastante comum leva em conta que as pessoas não vão a um museu para aprender sobre física ou outra ciência. É preciso dar ao visitante a liberdade de ser guiado por sua curiosidade e, se ele quiser dirigir perguntas aos monitores, procede dessa forma. Ou simplesmente experimenta e interage com aquilo que chama mais sua atenção, fica sensibilizado com os equipamentos e acaba tomando contato com um novo vocabulário.

O professor lembra que o processo lúdico e de encantamento com os equipamentos pode funcionar como uma introdução ao mundo da ciência. No caso de visitas de escolas, abre possibilidades para que os assuntos sejam retomados em sala de aula.

Implantado com recursos do CNPq e da Finep, o pequeno museu ao ar livre da universidade será também mais uma possibilidade para recepção dos estudantes nas visitas agendadas pelo projeto ´Venha conhecer a UFSC`. Esse projeto permite que, todas as semanas, estudantes de colégios de ensino fundamental e médio façam um tour pela universidade. Localizados junto ao Planetário e ao Observatório Astronômico, os novos equipamentos vão ampliar a interação da sociedade com a UFSC.

Mais informações no site: www.vivaciencia.ufsc.br

* Jornal da Ciência (com informações da Assessoria de Comunicação da UFSC)

Add comment 4 Junho 2008

Museu Exploratório recebe professor da Universidade do Nebraska

A tenda da NanoAventura, programa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, foi palco na última quinta-feira, dia 29, de uma verdadeira aula sobre como potencializar o aprendizado e turbinar a memória. Convidado do mês do projeto Seminários ao Pôr-do-sol, Ron Bonnstetter, professor de educação em ciências na Universidade do Nebraska, apresentou diversas dicas de como utilizar o cérebro a nosso favor na hora do estudo.

Bonnstetter acredita que entender como nosso cérebro funciona é fundamental na hora do aprendizado. Por isso, sua palestra começou com uma breve explanação sobre as funções das distintas partes do órgão. “O cérebro pesa o equivalente a cerca de 2% do nosso corpo, mas consome 20% da energia”, lembrou o professor.

Antes de iniciar a segunda parte de sua apresentação, Bonnstetter pediu que as pessoas presentes na palestra aproveitassem um breve intervalo para levantar e movimentar um pouco o corpo. No rol de recomendações para facilitar o aprendizado feitas pelo professor quando retomou a palestra, foi justamente essa a primeira: levantar-se. Segundo ele, o simples fato de se levantar após um período sentado aumenta em 15% a circulação de oxigênio no cérebro, o que certamente ajuda a melhorar seu funcionamento e a garantir um bom nível de atenção.

Outras dicas dadas, sempre com muito bom humor, foram consumir muita água e alimentar-se bem. “Frutas e legumes são o alimento para o cérebro”, pontuou o professor. O sono também foi apontado como fundamental no processo de aprendizagem. É enquanto dormimos que o cérebro processa tudo o que aprendemos ao longo do dia. Por isso, uma boa dica é repassar, pouco antes de dormir, aquilo que consideramos fundamental memorizar. Além disso, adultos devem dormir sete horas por dia, valor que aumenta quanto mais jovem é a pessoa.

A luz do sol apareceu na fala de Bonnstetter como uma grande aliada dos estudos, ao contrário de bebidas alcoólicas e drogas que, segundo ele, matam os neurônios desprotegidos dos adolescentes. “Jovens não entendem porquê não podem beber antes dos 18 anos. Devemos explicá-los que a bainha de mielina que envolve parte do neurônio só desenvolve-se completamente entre os 20 e 25 anos”, frisou. Outro vilão é a cafeína, que também deve ser evitada, principalmente até os doze anos de idade.

“Infelizmente, as escolas não estão organizadas de acordo com o funcionamento do cérebro”, afirmou Bonnestetter, lembrando que em muitas delas predomina a iluminação artificial e as aulas começam muito cedo em comparação ao horário natural de atenção dos adolescentes. Regras como não comer ou beber em sala e manter-se sentado durante a aula tampouco estão de acordo com as necessidades do nosso cérebro.

:: Marina Mezzacappa ::

Add comment 31 Maio 2008

Previous Posts


Paralelas

O blog Paralelas é um espaço de reflexão e de debate acerca de temas relacionados à comunicação, à ciência e à cultura, criado e alimentado pelos alunos do curso de especialização em jornalismo científico do Labjor/Unicamp

Em Paralelas

Últimas postagens

Temas

Arquivos

Calendário

Julho 2008
S T Q Q S S D
« Jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Obrigado pela visita

Links

Meta