Mestrado em divulgação científica e cultural na Unicamp tem inscrições em agosto

labjor

O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) anunciou as datas de suas inscrições e do processo seletivo para o Mestrado de Divulgação Científica e Cultural (MDCC). As inscrições vão de 01 a 24 de agosto.

O mestrado faz parte de um programa de pós-graduação interdisciplinar vinculado ao Labjor, ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e ao Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). O objetivo do curso ‘e contribuir para a compreensão da função social da ciência e da cultura do país, para que haja uma divulgação mais eficiente de sua produção, e também propiciar uma avaliação crítica das políticas de C&T no país e da divulgação cultural de mercado. 

Os candidatos deverão enviar ficha de inscrição, cópia do histórico escolar, currículo, cópia do certificado de conclusão do curso de graduação e projeto preliminar de pesquisa ao Labjor. A primeira fase é constituída de avaliação de documentação e a segunda por prova escrita de língua inglesa e entrevista com docentes do programa.

Mais informações: http://www.labjor.unicamp.br

Fies agora também financia mestrado, doutorado e curso técnico

fies

Alunos de cursos de mestrado, doutorado e educação profissional de nível médio também poderão recorrer ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para pagar suas mensalidades. Antes, o financiamento era disponível somente para alunos de graduação. A portaria que regulamenta a alteração foi publicada no ‘Diário Oficial da União’ no dia 02 de julho.

Alunos já contemplados com bolsas da Capes pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) não poderão solicitar o financiamento.

Para aderir ao Fies, a instituição precisa ter cursos bem avaliados pelo Ministério da Educação. Segundo o MEC, a nova modalidade do Fies terá 31,6 mil potenciais beneficiários, matriculados em mais de 600 programas de pós-graduação stricto sensu ofertados por cerca de 170 instituições privadas.

Revista pré-Univesp tem edição sobre jogos

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Está no ar mais uma edição da revista Pré-Univesp. Desta vez, o tema da revista é “Jogos”.

A Pré-Univesp é uma publicação eletrônica de divulgação científica da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), cujo objetivo é oferecer apoio ao estudante pré-universitário.

Confira a revista no endereço: http://pre.univesp.br

 

Comtexto oferece curso de jornalismo científico à distância

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A Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria/assessoria em Comunicação, oferece curso de Jornalismo Científico à distância, destinado a jornalistas, comunicadores em geral e a profissionais, estudantes e professores de outras.

O curso, de atualização profissional, tem uma carga horária de 48 horas, abrange 10 aulas sobre temas relevantes da área e tem como objetivo aumentar a massa crítica brasileira para a análise e a produção de textos de divulgação científica. Ele pode ser feito individualmente ou em grupo.

Os cursos em turmas geralmente são realizados para empresas e universidades, mas também pode ser organizados por qualquer pessoa interessada. O número mínimo de alunos é 10, e curso pode ser oferecido a qualquer momento, dependendo da disponibilidade da turma. Os cursos individuais começam a qualquer  momento (geralmente de três a cinco dias após a efetivação da inscrição), e as aulas são mais flexíveis, dependendo do ritmo do aluno.

O professor do curso é o jornalista Wilson da Costa Bueno, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, que responde pela disciplina de Jornalismo Científico na ECA/USP, o primeiro doutor em Jornalismo Científico no Brasil. O professor atua também no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e já orientou cerca de 40 dissertações de mestrado e teses de doutorado nesta área, sendo reconhecidamente um dos maiores pesquisadores e especialistas nesse campo

Os demais cursos oferecidos pela Comtexto são: Comunicação, Jornalismo e Meio Ambiente; Comunicação, Jornalismo e Saúde; Comunicação Empresarial; Comunicação Interna; Auditoria de Imagem; Comunicação e Responsabilidade Social e Assessoria de Imprensa.

Todas as informações sobre o curso (programa, professor, como funciona, inscrições etc) podem ser obtidas no novo site dos cursos de Comunicação/Jornalismo a distância da Comtexto: http://www.comunicacaoadistancia.com.br

Desafios do pré-sal: riscos e oportunidades para o país

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A viabilidade e os impactos da exploração de petróleo na camada de pré-sal serão debatidos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no dia 4 de junho, no fórum “Desafios do pré-sal: riscos e oportunidades para o país”.

Técnicos, acadêmicos e representantes de empresas e do governo abordarão temas como os impactos socioeconômicos e ambientais no espaço urbano, a importância das políticas industrial e de ciência, tecnologia e inovação no aproveitamento desse potencial e o volume de riquezas depositado nas reservas.

O evento é uma realização do Fórum Pensamento Estratégico (Penses), vinculado ao gabinete do reitor da Unicamp, e da Coordenação Geral da Pós-Graduação do Instituto de Geociências da Unicamp.

Mais informações: http://www.gr.unicamp.br/penses/forum_pre_sal/expositores.html

(Fonte: Agência Fapesp)

Painel discute ambiente, saúde e sustentabilidade na mídia

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“Temas emergentes na interface Ambiente, Saúde e Sustentabilidade e sua incorporação na agenda midiática”. Este é o tema do painel que será realizado pelo Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão (CCEx), no dia 5 de junho.

O evento faz parte das comemorações do dia do meio ambiente e tem como objetivo promover um debate e reflexão sobre questões relacionadas ao ambiente, saúde, qualidade de vida e sustentabilidade.

Direcionado a pesquisadores e estudantes – mas também aberto ao público interessado – o painel  vai discutir como os temas de ambiente, saúde e sustentabilidade têm sido incorporados pela agenda midiática; como a cobertura jornalística é realizada e quais são seus impactos nos diferentes níveis (político, social, econômico, cultural); e também quais os desafios e potencialidades para ampliar a incorporação destes temas na agenda social e política.

 

Mais informações sobre o evento:

http://www.fsp.usp.br/site/eventos/mostrar/4096

 

Painel “Temas emergentes na interface Ambiente, Saúde e Sustentabilidade e sua incorporação na agenda midiática”

Convidados: Marcelo Leite (Folha), Daniela Chiaretti (Valor Econômico), Cristina Amorim (Greenpeace) e Fabrício Marques (Pesquisa Fapesp)

Moderadora: Wanda R. Günther

Data: 05/06/2014 (quinta-feira), das 10 às 13 horas

Local: Faculdade de Saúde Pública – Universidade de São Paulo (Avenida Dr. Arnaldo, 715 – próximo à estação de metrô Clínicas)

Inscrições: http://www.fsp.usp.br/site/eventos/mostrar/4096

Escola São Paulo de Ciências Avançadas em Biotecnologias, Biossociabilidade e Governança das Ciências da Vida

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 O Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da Universidade 
Estadual de Campinas (Unicamp) organiza a Escola São Paulo de Ciências 
Avançadas em Biotecnologias, Biossociabilidade e Governança das Ciências da 
Vida, entre os dias 11 e 15 de agosto de 2014. A Escola recebe 
financiamento da Fapesp.   

Trata-se de uma Escola de Ciências Avançadas, com cursos de curta duração,
 para debates entre alunos e pesquisadores, com destaque para as áreas de 
sociologia, antropologia e ciência política. O objetivo é discutir os 
desdobramentos dos avanços em biotecnologias e biociências  para as ciências 
sociais, apresentando as teorias e debates mais recentes em torno da 
interface destes temas.   

As passagens e diárias dos alunos inscritos serão cobertas pela Fapesp. 
É um evento que busca promover o diálogo internacional: estima-se a 
participação de 50 alunos nacionais e 50 estrangeiros. As inscrições 
vão até dia 20 de maio.  

Maiores informações no site: www.ige.unicamp.br/espca2014

Abertas as inscrições para curso de Jornalismo Científico no Acre

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A Escola Brasil de Jornalismo Científico (EBJC) está com inscrições abertas, até 31 de maio, para a segunda edição do curso de extensão em Jornalismo Científico, que ocorrerá entre os dias 16 e 29 de julho, em Rio Branco, no Acre.

Destinado a alunos de graduação dos dois últimos anos em Jornalismo (5º ao 8º semestres), o curso tem como objetivo capacitar os participantes para a atuação em diferentes suportes e formatos midiáticos na cobertura de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O curso é gratuito e os estudantes receberão auxílios alimentação, hospedagem e deslocamentos, conforme regras estabelecidas. Ao todo, serão oferecidas 12 vagas, sendo que dez serão distribuídas pelas diferentes regiões do país e duas são reservadas aos estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), local das atividades.

Mesa-redonda com pesquisadores, aulas teóricas, elaboração de pauta e uma visita à cidade de Xapuri – onde os alunos conhecerão o Seringal Cachoeira e o Museu Casa Chico Mendes – integram a primeira parte do curso.

Os alunos realizarão exercícios práticos durante a 66ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorrerá entre 22 e 27 de julho no mesmo local. Com a orientação dos professores, eles farão a cobertura da abertura oficial do evento, entrevistarão pesquisadores, entre outras atividades.

A divulgação dos selecionados ocorrerá nos dias 5 e 6 de junho, pelo site da EBJC e pelas mídias sociais.

Mais informações: http://ebjc.com.br/

(Fonte: Agência Fapesp)

UNIVESP abre novos cursos

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A UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) agora tem quatro novos cursos: Química, Física, Biologia, Matemática e Produção e de Computação. As aulas terão início já no segundo semestre deste ano. No total, serão oferecidas 3.330 vagas – 1.296 para Engenharias e 2.034 para Licenciaturas -, em polos distribuídos por todo o Estado. Todos os cursos são gratuitos.

Este ano também será o primeiro em que a UNIVESP terá um vestibular, realizado com oferta de cursos dentro do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e apoio do Centro Paulo Souza. O  período de inscrições é de 28 de abril à 16 de maio. As inscrições deverão ser realizadas pelo site da UNIVESP (www.univesp.br/vestibular). No ato da inscrição, o candidato escolherá uma das duas formações (Formação de Professores ou Engenharias) e até dois polos de apoio presencial de sua preferência onde o curso escolhido estiver sendo oferecido.

Belo Horizonte recebe 14º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

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A Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC) realizará o 14º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia entre os dias 08 e 11 de outubro de 2014, na cidade de Belo Horizonte, no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Promovido desde 1986, este é o mais importante evento nacional da área, congregando pesquisadores de diversos países e especialidades. Entre as atividades previstas estão Conferências, Mesas-Redondas, Simpósios Temáticos, Mini-Cursos, Painéis de Iniciação Científica, lançamento de livros e eventos culturais.

Os interessados podem se inscrever nas categorias coordenador de simpósio temático, apresentador de trabalho em simpósio temático, apresentador de pôster, ouvinte, professor de nível fundamental e médio, ou aluno de minicurso. Mais informações em: http://www.14snhct.sbhc.org.br/site/capa.

Para melhor informar

fapesp

Dois novos estudos, um da Unicamp e outro da Academia de Ciências da Bahia, ampliam a compreensão sobre a percepção pública da ciência no país

Há mais de uma década pesquisadores do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vêm trabalhando na linha de frente dos esforços para medir a percepção pública sobre a ciência e a tecnologia no país. Tais projetos do Labjor fazem parte de uma iniciativa internacional que começou em 2001 envolvendo a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Rede Ibero-Americana de Indicadores de Ciência e Tecnologia (Ricyt/Cyted).  Desde então o Labjor vem aprofundando e afinando seus métodos de análise, com o objetivo de identificar estratégias para aprimorar a comunicação acadêmica e ampliar o acesso à informação científica no Brasil.

O Labjor publicou dois mapeamentos extensos sobre a imagem da ciência no Brasil nosIndicadores de ciência, tecnologia e inovação no estado de São Paulo, patrocinados e publicados pela FAPESP (2005 e 2010). Antes, os resultados da primeira pesquisa, realizada entre o final de 2002 e começo de 2003, já tinham aparecido no livroPercepção pública da ciência, de Carlos Vogt (Unicamp-FAPESP, 2003). A segunda pesquisa do Labjor, realizada em 2007, baseou-se no mesmo questionário aplicado em conjunto em sete países da Ibero-América – Colômbia, Argentina, Venezuela, Espanha, Panamá, Chile e Brasil –, o que permitiu a comparação dos dados coletados. Por último, em 2012, o laboratório encabeçou um terceiro estudo inédito com foco em saúde, cujos resultados foram publicados no ano seguinte. “O tema saúde aparecia nas pesquisas anteriores como uma das principais preocupações da população e, por isso, merecia uma atenção especial”, explica Carlos Vogt, coordenador do Labjor e  presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).  Vogt também foi reitor da Unicamp e presidente da FAPESP.

Um dos desafios iniciais do Labjor foi a definição de indicadores adequados que pudessem ser usados em vários países e regiões de modo a criar um padrão metodológico passível de comparação e análise. O trabalho do laboratório da Unicamp tem gerado frutos em outras fronteiras do país e, em 2013, depois dos contatos do coordenador do Labjor com a comunidade acadêmica da Bahia, a metodologia serviu de base para uma pesquisa patrocinada pela Academia de Ciências da Bahia, presidida pelo ex-governador do estado e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientîfico e Tecnológico (CNPq), Roberto Figueira Santos.

“Depois de muitos debates sobre o futuro da educação científica, chegamos à conclusão de que tínhamos dados objetivos sobre o ensino de ciência, mas não havia informação sobre a percepção pública da produção acadêmica na Bahia”, diz Othon Jambeiro, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Jambeiro coordenou a pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha, em parceria com Maurício Barreto, professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.

Metodologia de pesquisa
O questionário usado em Salvador foi adaptado da metodologia bem-sucedida do Labjor. As pesquisas aplicadas consistem na elaboração de 20 a 30 perguntas e são realizadas por meio da abordagem pessoal e individual, em pontos de fluxo sorteados e distribuídos com base na densidade habitacional das cidades. São entrevistados homens e mulheres de todas as classes sociais e faixas de idade, a partir de 16 anos, seguindo as especificidades locais e a dinâmica demográfica do IBGE. As primeiras questões apresentadas são mais gerais e buscam mapear os hábitos de leitura da população, assim como as profissões mais valorizadas pelos entrevistados, os temas de maior interesse e a opinião sobre os setores da administração pública que deveriam receber maiores investimentos, como Saúde, Educação, Obras, Segurança Pública etc.

Uma etapa permite que os entrevistados citem espontaneamente as áreas de interesse e os temas que consideram polêmicos. Na sequência, são realizadas perguntas mais específicas e os entrevistados são convidados a avaliar os riscos e benefícios da pesquisa espacial, dos transgênicos, da nanotecnologia, por exemplo. Também devem ponderar sobre afirmações do tipo: “Hoje em dia, a ciência é mais importante do que a fé?” ou “Ciência e tecnologia tornam nossas vidas mais saudáveis?”. Em conjunto, as respostas obtidas constroem uma poderosa ferramenta capaz de pontuar os principais temas de interesse da população e sua opinião sobre o estado atual do desenvolvimento científico do Brasil.

O maior problema encontrado nas duas pesquisas recentes, realizadas na Bahia – com 404 entrevistados de Salvador – e em São Paulo – com 1.511 paulistas de 109 cidades do estado –, é o amplo desconhecimento da população sobre as instituições que produzem ciência no Brasil. Parcela expressiva não sabia citar, espontaneamente, uma universidade ou instituto. Apenas 17% dos paulistas conheciam uma instituição que trabalha com pesquisa em saúde. Em São Paulo, o índice chegava a 10% entre as pessoas com escolaridade de nível fundamental ou das classes D e E.  As instituições mais citadas foram a Universidade de São Paulo (USP), a Unicamp e o Instituto Butantan. Em Salvador, esse padrão se repete e 87% das pessoas não sabem nomear uma instituição que financia a ciência na Bahia.

“Foi chocante saber que a percepção das pessoas é muito reduzida quanto às universidades e os institutos financiadores de pesquisa no estado, mesmo entre a população de maior renda”, lamenta Othon Jambeiro. “Isso é dramático, afinal a função da universidade é produzir conhecimento e passar isso para a população, mas essa percepção não está acontecendo.” Entre as instituições mais citadas pelos soteropolitanos estão a Fundação Oswaldo Cruz, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), a Petrobras e a UFBA.

“Talvez falte agressividade da universidade na divulgação, ou articulação com as escolas, ou melhores estratégias para envolver alunos e professores em seminários e debates científicos”, enumera. A pesquisa mostra que menos de 10% da população tem o hábito de assistir programas ou ler notícias sobre ciência e tecnologia, ainda que 59% declarem ter interesse pelo assunto. Para a maior parte dos entrevistados em Salvador, a profissão de cientista é muito gratificante do ponto de vista pessoal e 55% consideram a carreira atrativa para os jovens.

Para os moradores de Salvador, a avaliação sobre a qualidade da educação nas escolas é preocupante. Dois terços da população acreditam ter recebido um ensino mediano ou ruim no currículo de ciência e tecnologia. Ainda assim, a profissão de professor é a mais admirada, na frente de médicos, cientistas, jornalistas e engenheiros. Em comparação, o Labjor constatou em 2012 que 88% dos entrevistados paulistas admiram a carreira de professor, seguido do empate entre médico e engenheiro (87%) e cientista (83%). De forma geral, há grande concordância entre os baianos (87%) de que o conhecimento científico auxilia a capacidade das pessoas para decidir coisas importantes em suas vidas. Para 74% dos paulistanos, a ciência e a tecnologia vão contribuir para melhorar a saúde e o meio ambiente. Tanto para paulistas quanto soteropolitanos a ciência é considerada útil para, antes de mais nada, ajudar no cuidado com a saúde e a prevenção de doenças.

A partir dos resultados coletados na pesquisa de percepção pública da ciência na Bahia, a Academia de Ciências da Bahia constituiu um grupo de estudos a fim de aprofundar as conclusões iniciais apresentadas. A pretensão é envolver neste aprofundamento alunos e professores de alguns programas de pós-graduação, particularmente os de Estudos Interdisciplinares sobre Universidades, Difusão do Conhecimento, Saúde Coletiva e Educação, todos da UFBA. Programas de outras universidades existentes na Bahia também deverão ser convidados.

Para a pesquisadora do Labjor Ana Paula Morales, é necessário aproveitar a alta credibilidade das instituições de pesquisa, que são citadas como as mais confiáveis para formar a opinião dos cidadãos, “e trazer estes institutos para perto da população na hora de fornecer uma informação especializada”. Segundo os pesquisadores, o florescimento de equipes de comunicação nas universidades, assim como revistas de divulgação da produção acadêmica e a criação de programas de especialização em jornalismo científico já têm contribuído para a evolução, gradativa, da dispersão do conhecimento científico no Brasil.

Diagnóstico da saúde no Brasil
A oportunidade de o Labjor realizar um estudo focado em saúde surgiu com a publicação de um edital do Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (SUS), com apoio financeiro da FAPESP, em 2009. A iniciativa contou com parceria do Instituto de Saúde (IS) da Secretaria de Estado da Saúde e do Instituto de Investigação em Imunologia do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (iii-INCT). O objetivo do trabalho foi obter subsídios para a elaboração de políticas públicas na área de comunicação voltadas para a melhor gestão do SUS. “É interessante notar a crescente importância que a comunicação ganhou nos editais de pesquisa”, diz Ana Paula Morales, biomédica especializada em jornalismo científico pelo Labjor e uma das integrantes da equipe de pesquisadores responsáveis pela elaboração das perguntas. Os resultados consolidados serão publicados em um artigo, e um vídeo com entrevistas dos professores envolvidos no projeto também está sendo editado pela equipe.

As duas pesquisas realizadas pelo Labjor e pela Academia de Ciências da Bahia indicam a saúde como um dos principais temas de interesse dos entrevistados. O assunto é considerado prioritário para 87% dos soteropolitanos e 86% dos paulistas. Em especial, descobriu-se que há uma curiosidade latente pela divulgação mais intensa de informação qualificada sobre doenças crônicas, entre as quais câncer e diabetes, e sobre novos tratamentos e inovações tecnológicas na área biomédica. Tradicionalmente, a profissão de médico continua a ser amplamente respeitada e valorizada pela população, ainda que persista o hábito de buscar aconselhamento religioso, a automedicação e outras soluções caseiras para as enfermidades. De maneira geral, as pesquisas apresentam um Brasil contraditório, que convive, ao mesmo tempo, com o avanço e a carência na área da saúde.

Constatou-se que há uma sede ainda não sanada por mais informação de saúde no Brasil. E a academia precisa dialogar de maneira mais eficiente com a sociedade em alguns temas. Observando os resultados obtidos, foi identificada uma grande oportunidade para trabalhar de maneira mais qualificada a comunicação sobre doenças crônicas que preocupam a população. O câncer aparece como a doença mais citada nas entrevistas e aponta para um assunto que deveria ser central na comunicação sobre saúde pública no Brasil. Tabagismo, alcoolismo, obesidade e Aids são outras doenças que merecem maior divulgação e aprofundamento, aponta a pesquisa de São Paulo.

A parcela da população que se declarou desinformada sobre saúde reclama não saber como obter a informação e quais fontes procurar. Outros disseram simplesmente não ter interesse pelo tema ou ter dificuldade em compreender a linguagem e a complexidade do assunto. “Nós percebemos que existe um grande desnível entre os temas de interesse e o grau de conhecimento”, diz a biomédica Ana Paula Morales. Existe um desnível considerável de 28% entre interesse e nível de conhecimento da população sobre saúde e medicina. Em Salvador, o número é ainda maior, de 30%. “Isso mostra o quanto é importante a questão da comunicação e a relação intensa entre pesquisa e divulgação de ciência e tecnologia”, afirma Vogt.

Uma contribuição significativa de ambas as pesquisas foi o mapeamento dos hábitos de leitura e consumo de informação dos entrevistados. O estudo realizado na Bahia constatou que praticamente a totalidade dos entrevistados tem o costume de ver televisão, em média quatro horas por dia, ao passo que 76% declaram ler jornais impressos. O noticiário policial e esportivo aparece com maior frequência na rotina de consumo de informação dos soteropolitanos, sobretudo entre os homens e a população de menor escolaridade. Em São Paulo, programas televisivos e a internet aparecem como as principais fontes de informação, ainda que os livros e as campanhas de saúde governamentais sejam vistos como detentores de maior credibilidade.

Apesar do alto grau de confiabilidade, apenas 19% dos paulistanos declaram aderir às campanhas de saúde do governo. O que pode explicar essa atitude, segundo Carlos Vogt, é a modelagem das campanhas de saúde do governo, geralmente focadas em alguns nichos etários, como a campanha da gripe para pessoas com mais de 60 anos, a vacina da poliomielite para crianças ou a vacina contra HPV para meninas de 11 a 13 anos. “Podemos dizer que essas campanhas são bem-sucedidas, pois têm resultados quantitativos expressivos. Elas levam a população a tomar conhecimento sobre um assunto e produzir um comportamento desejado, que é o da prevenção”, observa Vogt.

Ciência e fé
Um dado que surpreendeu a equipe do Labjor foi a interseção entre ciência e fé; 78% dos paulistas são confiantes e otimistas com relação ao papel da ciência e tecnologia para a melhoria da saúde, do meio ambiente e da qualidade de vida da população. Contudo, vale observar que, quando comparado com o papel da religião, apenas 26% dos entrevistados declararam que a ciência é mais importante do que a fé. Na última vez em que ficaram doentes, 22% dos entrevistados declaram ter procurado ajuda de seu templo ou grupo religioso para sanar o problema e 29% recorreram a soluções caseiras e a familiares como fonte de informação.

Em Salvador, a população é de opinião de que há limites para a atividade científica e somente 25% concordam que ela pode resolver todos os problemas, 63% acham que se dá muito valor atualmente à ciência e pouco à religião. Essa resposta é um padrão especialmente entre os mais velhos, com mais de 60 anos, os que possuem escolaridade fundamental e os evangélicos.

Se interpretadas como um termômetro das principais reivindicações dos brasileiros, as duas pesquisas acusam uma demanda insaciada por mais seriedade e comprometimento do poder público em saúde e educação. Um recorte do estudo baiano mostra a discrepância entre as áreas em que a população percebe um destaque do Brasil no cenário internacional – esporte, turismo e indústria – e os setores onde gostariam de ver um investimento público mais robusto, justamente saúde, educação e transportes.

“A população exerce uma pressão, direta e indireta, sobre os governos e tem impacto nas decisões que envolvem o traçado das políticas públicas de ciência”, diz Othon Jambeiro. A crescente valorização de pesquisas na área de saúde pode se explicar, segundo Vogt, pela mudança no modelo de governança na gestão da ciência. “Se antes as decisões sobre os investimentos em ciência eram tomadas de maneira muito vertical, de cima para baixo, por alguns líderes de governo e uma cúpula de cientistas, hoje o modelo tende a ser muito mais democrático e a decisão dos investimentos requer cada vez mais a participação da sociedade civil.”

(Fonte: Carolina Rossetti de Toledo | Revista Pesquisa Fapesp – Edição 217 – Março de 2014)

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/03/10/para-melhor-informar/

Instituto Butantan inaugura exposição “Arte e Ciência”

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O Instituto Butantan, órgão da secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, inaugura nesta semana a exposição “Arte e Ciência”, produzida com objetos tridimensionais utilizados em laboratório, no Museu de Microbiologia.

A mostra da artista plástica Anita Colli traz 22 novas peças que dão um novo conceito a materiais como pipetas, tubos de ensaios, frascos e tampas de pesquisa. Os significados das peças originais desaparecem e dão forma à novas e surpreendentes figuras tridimesionais abstratas.

Os visitantes também poderão acompanhar a exposição fixa em cartaz no local, onde será possível visualizar seres microscópicos, como protozoários, além de modelos de vírus e moléculas de DNA.

“A exposição traz peças construídas por meio da manipulação de materiais de laboratório que fornecem amplas possibilidades de associações, abrindo novos caminhos de expressão artística”, detalha Gláucia Inglez, coordenadora do Museu de Microbiologia.

O Instituto Butantan fica na Avenida Vital Brazil, 1.500, zona Oeste da capital. A exposição está aberta de terça a domingo, das 9h às 16h30, e ficará em cartaz até junho. A entrada, que também dá direito à visitação no Museu Biológico e no Museu Histórico, custa R$ 6 e estudantes com identificação pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, maiores de 60 anos e pessoas com deficiência não pagam entrada.

Abertas as inscrições para o prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica

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Estão abertas as inscrições para o 34º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica.   Este ano, será premiado o jornalista profissional que se destaque na difusão da ciência, da tecnologia e da inovação nos meios de comunicação de massa. O vencedor receberá prêmio de R$ 20 mil, mais diploma e participação na reunião anual da SBPC/ UFAC. As inscrições vão até o dia 23 de maio.

O objetivo do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica é reconhecer e destacar profissionais de alto nível que contribuem com eficiência para a divulgação do conhecimento científico e tecnológico. Ele é destinado às iniciativas que contribuam significativamente para tornar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação conhecidas do grande público. A sua criação, em 1978, representa uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador, José Reis.

Mais informações no endereço: http://www.premiojosereis.cnpq.br/

FAPESP e University of Bath lançam nova chamada de propostas

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A FAPESP e a University of Bath, no Reino Unido, lançam nova chamada de propostas no âmbito do acordo de cooperação entre as instituições. A seleção está voltada ao intercâmbio de pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo e, do Reino Unido, afiliados à University of Bath.

No Estado de São Paulo, podem apresentar propostas pesquisadores responsáveis por auxílios à pesquisa FAPESP vigentes, nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Projeto Temático, ou nos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), Programa de Melhoria do Ensino Público, Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Pesquisadores Principais de Projetos Temáticos, CEPIDs e PITEs vigentes também são elegíveis para a submissão de propostas.

No Reino Unido, podem apresentar propostas à chamada membros da equipe acadêmica da University of Bath com contrato de trabalho válido durante o período total do projeto.

A FAPESP e a University of Bath concederão, cada uma, o equivalente a até £5,000.00 por proposta e por ano para o período estipulado do projeto de modo a cobrir despesas de mobilidade

A chamada está aberta a propostas em todas as áreas do conhecimento, que serão recebidas até o dia 4 de abril de 2014. A duração máxima de cada projeto é de 24 meses.

A chamada de propostas está disponível em: http://www.fapesp.br/8471

(por Agência Fapesp)

Unicamp realiza workshop com editores da Nature

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A Unicamp vai realizar um workshop com editores da revista Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas da atualidade. O objetivo do evento é contribuir para o aumento do impacto da produção científica da Universidade. O Workshop Nature acontece entre os dias 18 e 20 de março.As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro, no endereço: http://www.prp.rei.unicamp.br/inscricoes/

O curso, que será ministrado por editores e subeditores da revista Nature, destina-se preferencialmente a docentes e pesquisadores de Centros e Núcleos da Unicamp. O evento terá três dias, será em período integral e será ministrado em inglês.